O ensino público, apesar de não ser perfeito, claro, é bom. Mas, infelizmente, a quantidade de famílias que estão chegando é bem maior do que a capacidade que eles tem de acolher as crianças. E isso é um problema nacional, não é só de Aveiro.

Então, apesar de existir a Lei que toda criança tem direito à escola pública (independente de estar legalmente no país ou não), conseguir vaga tem sido uma luta.

Quando fomos tentar matricular, já disseram que não tinha vaga e preenchemos uma ficha, onde podemos optar por 5 escolas e eles tentam incluir a criança em uma delas.

Nos ligaram no outro dia dizendo que uma criança tinha sido transferida de uma escola e era a única vaga que tinha na cidade (é uma escola que não é muito longe de casa, mas não era a que queríamos, nem era a mais próxima), não tivemos muita escolha, matriculamos e ele começou a estudar no outro dia.

A adaptação na escola não foi nada fácil. Ele se recusava a realizar algumas tarefas e a brincar com as crianças da sua sala, só queria se relacionar com as crianças bem mais velhas (como sempre foi). E isso acarretou em alguns problemas, como bullying e brigas, por exemplo, além de conflitos com a professora. A falta de atenção dele começou a gerar problemas para a turma. Enfim, foram dias bem difíceis, tivemos que ir à escola algumas vezes, conversar, principalmente, por causa do bullying e das brigas constantes.

Felizmente, quanto ao desenvolvimento e aprendizagem, nunca tivemos do que reclamar e ele sempre teve boas notas.

Outro problema na escola é a alimentação. De início, ele não queria comer nada e, como a escola tentava obrigá-lo, isso gerou outros problemas. Por esse motivo, a escola pediu para o pegarmos para o almoço, o que fizemos por um período. Após um tempo, tentamos fazê-lo comer na escola ou, se não quisesse, não comia, mas não dava mais para o pegarmos.

Depois, com ajuda e orientação da psicóloga da escola, fizemos um acordo com ele para que tentasse comer e, pelo menos, experimentasse alguma coisa todo dia. O que teve resultado, mas ainda não está totalmente solucionado. Continuaremos com esse processo no próximo ano (espero que ele se acostume um dia).

Estávamos tentando mudar de escola, mas, como não há vagas, não conseguimos. E ele pediu para não mudar de escola. Disse que agora gosta e me parece que as coisas estão melhorando. Então, melhor deixa-lo num ambiente que ele conhece, com pessoas que já sabem pelo menos o mínimo de como lidar com ele.

Eu estou sempre fazendo stories lá no nosso Instagram (@Maedoano) e no meu pessoal também (@mari_boop) sobre a escola e a rotina aqui em Portugal. Então, segue lá para acompanhar tudo!

Mariana é paraibana, mas vive atualmente em Aveiro - Portugal. Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing, comunicação e eventos. É fundadora do Mãe do Ano e, além dele, é responsável pelo Roteiro Baby Aveiro, que divulga a programação infantil na cidade de Aveiro.

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