A vitamina D apresenta função principal no metabolismo do cálcio, favorecendo um crescimento ósseo saudável. Além disso, sabe-se atualmente que pode modular o risco de desenvolvimento de algumas doenças como a hipertensão arterial, a esclerose múltipla, a asma, alguns tipos de câncer e o diabetes tipo 1, entre outras funções.

Como obter a vitamina D?

A vitamina D, também chamada de calciferol, apresenta várias formas ativas, com potências diferentes. Está presente nas plantas e principalmente na gordura de alguns alimentos (peixes marinhos como sardinha, salmão e atum, óleo de fígado de peixe, gema de ovo e fígado), mas apenas 10% é proveniente da dieta. Após sua absorção, necessita ser metabolizada na pele pela ação dos raios ultravioleta (UV), posteriormente pelo fígado e pelo rim até se transformar na sua forma mais ativa.

Quem são as crianças de risco para a deficiência de vitamina D?

Toda situação que comprometa o recebimento, a absorção de vitamina D ou cálcio e o seu metabolismo pode favorecer a sua deficiência. Sendo assim, dietas restritivas como a vegetariana ou situações de má absorção intestinal, crianças de pele escura, pouca exposição solar, portadores de síndrome nefrótica e insuficiência dos rins, uso de alguns medicamentos como os anticonvulsivos (fenobarbital e fenitoína), além da obesidade.

Quem deve receber tratamento preventivo?

O Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o uso de vitamina D nas crianças até os 2 anos de vida, além das crianças com os fatores de risco já mencionados, ajustando a dose conforme a dosagem de vitamina D. Além do tratamento preventivo, a exposição solar ideal para assegurar níveis adequados de vitamina D no primeiro ano de vida, seria de 30 minutos semanais se apenas de fraldas ou 2 horas semanais com apenas mãos e face expostas. O estímulo à prática de atividades ao ar livre e o consumo regular de alimentos fonte de vitamina D seria fundamental para crianças e adolescentes na prevenção da sua deficiência.

Quando realizar a reposição de vitamina D?

Sua reposição deve ser realizada sempre que for identificada a sua deficiência, independente da presença de sintomas, que são sempre tardios, manifestando-se muito tempo após as alterações laboratoriais. Pode ser feito diariamente ou semanalmente, com realização de novos exames após 3 meses. Deve ser associada à suplementação de cálcio quando sua ingestão não puder ser suprida apenas pela dieta.

O seguimento pediátrico adequado é fundamental para as orientações alimentares, atividade física, exposição solar e alerta para o caso de risco.

A dosagem de vitamina D não deve ser realizada de rotina para todas as crianças, sendo indicada apenas nas situações específicas já descritas.

* O conteúdo foi desenvolvido pelo Dr. Marco Aurélio Safadi (CRM: 54792), parceiro da NUK e professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador da Equipe de Infectologia Pediátrica do Hospital.

Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing e comunicação e, além do Mãe do Ano, é responsável pelo Roteiro Baby JP, que divulga a programação infantil de João Pessoa, é presidente da Associação das Mulheres empreendedoras da Paraíba, tem uma banda de músicas infantis - a Catavento Colorido - e desenvolve atividades para crianças através da Colmeia Projetos Criativos.

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