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Quem já deitou bem cansada e achou que ia ter uma bela noite de sono e no final das contas, teve um sono leve e pra lá de inquieto?? Euuuuuuuu, por várias vezes. É impressionante, quanto mais estamos cansados é que dormimos menos. Parece que o corpo está cansado, mas a mente não descansa, continua e continua trabalhando. Bem, já repararam que com os nossos pequenos acontece a mesma coisa?? Eu já caí na armadilha de não respeitar a hora da sonequinha diurna, por uma coisa ou outra, e o resultado foi desastroso: sono agitado, despertou várias vezes na noite, choramingou e rodou a cama toda.

Sabemos o quanto é importante o sono para uma pessoa, e para uma criança em fase de crescimento é muito mais importante. “Enquanto estamos dormindo, acontecem várias coisas importantíssimas no nosso organismo. É durante o sono que o nosso sistema imunológico se fortalece e há a produção e a liberação de hormônios para o nosso corpo. Um desses hormônios é o hormônio do crescimento: isso quer dizer que quando somos crianças crescemos enquanto dormimos. Por isso, quem dorme. Também durante o sono o hormônio leptina é liberado no organismo. Esse hormônio causa a sensação de saciedade. Isso quer dizer que em pessoas que dormem mal, o organismo quase não produz esse hormônio, aumentando as chances de engordar.

Durante o sono também há descanso e relaxamento de nossos músculos, por isso uma boa noite de sono favorece a memorização e o aprendizado.

Pesquisas feitas por cientistas mostram que uma pessoa que dorme menos tem mais chance de sofrer com pressão alta, infecções, diabetes e obesidade, além de passar o dia seguinte mal, cansada, com a capacidade de raciocínio comprometida e a coordenação motora também, em razão do cansaço físico.”  (ver em http://www.escolakids.com/o-que-acontece-durante-o-nosso-sono.htm)

 De acordo com um estudo feito pela Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, as crianças com idades entre quatro e cinco anos que não costumam cochilar durante o dia são mais hiperativas e ansiosas do que aquelas que tiram sonecas diurnas. A neurologista infantil Rosana Cardoso Alves, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, endossa a tese: “A soneca, que deve durar uma ou duas horas, é necessária até os quatro anos, mesmo que a criança costume dormir a noite inteira”. Veja o tempo médio de duração do sono e o número de cochilos ideais para a saúde da criança, conforme a idade:

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  • 1 mês de idade – 7 horas de sono diurno, o equivalente a três cochilos.
  • 3 meses de idade – 5 horas de sono diurno, o equivalente a três cochilinhos também.
  • 6 meses de idade – 3 horas de sono diurno, o que equivale a dois cochilos.
  • 9 meses de idade – 3 horas de sono diurno, ou seja, dois cochilinhos também. 12 meses de idade – 2 horas de sono diurno, o equivalente a dois cochilos.
  • 18 meses de idade – 2 horas de sono diurno tiradas em um cochilo.
  • 2 anos de idade – 2 horinhas de sono diurno, o que equivale a um cochilo.
  • 3 anos de idade – 1 hora de sono tirada em uma sonequinha ao dia.

Muitas crianças, quando ficam sonolentas, começam a esfregar os olhinhos, coçar a orelha, ficar com o olhar parado ou irritadas. Sendo assim, é hora de tirar o soninho da tarde. Deixe a criança escolher o cantinho onde ela queira repousar e prepare-o de forma aconchegante, mas não o deixe totalmente escuro, para que ela saiba que ainda é dia e que essa sonequinha terá o tempo reduzido. Mesmo por volta dos cinco anos, algumas crianças ainda necessitam de um pequeno cochilo diurno. Já outras passam bem o dia inteiro sem ser preciso cochilar. Se o seu filho é assim, relaxe e respeite o hábito dele! Afinal, não é necessário seguir uma cartilha à risca. O importante é que o sono do seu pequeno seja reparador para que ele tenha saúde e disposição para o aprendizado e as brincadeiras do dia a dia. (ver http://www.omo.com.br/wpcontent/uploads/shutterstock_61278121.jpg)

É importante lembrar que uma sonequinha não substitui o sono da noite.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente.
É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada.
Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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