Projeto visa identificar dificuldades enfrentadas pelas mulheres empreendedoras de cada região.

O projeto The Girls On The Road foi criado em julho de 2016 pelas brasileiras Taciana Mello e Fernanda Moura. Os resultados transformaram a dupla em ativistas mundiais na busca por caminhos para o empoderamento feminino na sociedade.

Elas, que já trilharam uma carreira corporativa bem-sucedida, mudaram-se para a Califórnia em 2013, quando passaram a vivenciar um ambiente empreendedor e analisar o papel da mulher neste processo. Daí surgiu a necessidade de relatar, na forma de entrevistas que serão transformadas posteriormente em um documentário, as dificuldades encontradas e as conquistas alcançadas pelas empreendedoras mundo afora.

O projeto The Girls On The Road percorreu 24 países, 99.534 mil quilômetros viajados e 334 entrevistas realizadas com mulheres empreendedoras de várias partes do mundo. “Desse universo temos a certeza reforçada de que há muito para conhecer e contar sobre mulheres corajosas que, ao redor do mundo, abriram um negócio e têm feito muito mais que isso, tem aberto portas para uma mudança cultural”, afirma Fernanda.

As dificuldades variam de acordo com o destino, mas são uma constante. “Nossa conclusão é que as mulheres ainda enfrentam mais obstáculos para empreender e não importa o país, a cultura ou o ambiente empreendedor. A intensidade pode variar, mas os desafios estão lá”, afirma Taciana.

Ao longo dos 15 meses, a dupla percebeu que vários países enxergam no estímulo ao empreendedorismo feminino um caminho promissor, rentável e necessário. Chile, Noruega, Líbano, Portugal, França e Ruanda são apenas alguns dos países com programas e políticas estruturadas e focadas no empreendedorismo feminino.

Essas iniciativas cobrem desde a questão de mentoria, networking e acesso a mercados como as tão necessárias linhas de investimento. Vai desde o pagamento de valor (entre tantas outras ideias do governo chileno) criado pela agência de desenvolvimento chilena para que a empreendedora adquira serviços para a criação do seu negócio até o programa de formação de investidoras-anjo estruturado pelo governo norueguês, que também entra com parte do capital a ser investido.

Outra constatação das brasileiras é que são inúmeras as iniciativas privadas pelo mundo lideradas por outras mulheres, ou seja, há uma rede de mulheres investindo em outras mulheres, na maioria das vezes fazendo isso em seu próprio país de origem. Canadá, Rússia, Quênia e Líbano possuem vários negócios desse tipo.

E, para finalizar, um ensinamento válido para qualquer empreendedora, em qualquer local do mundo. “Comece, pois a gente nunca vai estar 100% pronta. E peça ajuda, pois a troca de ideias e as críticas são fundamentais para evoluir”, afirma Fernanda.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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