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É com grande alegria que dou início as minhas postagens neste blog tão rico em informações e entretenimento que já venho acompanhando como leitora anônima há um bom período. Agradeço pela oportunidade a Patrícia Trajano, mãe da minha paciente- a doce “Maroca”, e a Mariana Carneiro, idealizadora do “Mãe do Ano”, pelo convite.

A Teoria da Exterogestação é um tema que vem ganhando notoriedade, mas que ainda não é tão conhecido, apesar de sua grande relevância para a compreensão de alguns aspectos e comportamentos dos recém-nascidos.

Segundo esta Teoria, os bebês humanos nascem “prematuros” em analogia a outros mamíferos, no sentido de que só adquirem algumas habilidades e independência após um tempo extra útero. Por exemplo, muitos primatas, logo após o nascimento, já andam e conseguem alimentar-se relativamente só, apesar de também precisar de certo apoio e contato com a mãe.

Neste sentido, o aparato motor e neurológico dos bebês humanos, em decorrência da imaturidade, demanda por completo de assistência e cuidados por parte dos responsáveis por longos meses após o período gestacional. Apesar disto, o cérebro humano é o que mais rapidamente desenvolve-se comparado aos demais animais após o nascimento.

Nos três primeiros meses, o bebezinho ainda não consegue compreender que não está mais no útero materno. Ou seja, não há noção de que já nasceu. Sendo assim, eles sentem grande necessidade de ter as sensações que existiam no meio aquático em que se encontravam (imersos no líquido amniótico). E, fechando o ciclo deste primeiro trimestre de vida, conclui-se um ano de existência (levando em consideração os nove meses da gravidez).

Na tentativa de deixar estes pequenos seres recém-nascidos mais confortáveis com o novo lar, o pediatra norte-americano, Dr.Karp, desenvolveu uma técnica com cinco passos para simular algumas sensações sentidas quando estavam dentro da barriga da mamãe. É uma espécie de reprodução das condições do ambiente intrauterino que desperta um efeito calmante nos bebês novinhos. Conheci este método após o nascimento do meu filho Nícolas e foi de muita ajuda na nossa rotina diária de “marinheiros de primeira viagem”, apesar do mínimo conhecimento prévio advindo da pediatria. Meu esposo, André, conseguia fazer direitinho o passo-a-passo, e é incrível como relaxava nosso bebezinho nos momentos de agitação.

Vamos lá a estas milagrosas dicas:

  1. Barulhinho “ Shhh, shhhh”: Este som é o mais aproximado ao ouvido pelo recém-nascido quando estava no meio intra útero. Ele pode ser obtido com um rádio dessintonizado, um secador de cabelo ligado (todo cuidado é preciso, neste caso), no YouTube há vídeos com este ruído (de nomes como “som do útero”, por exemplo), alguns brinquedos de lojas especializadas produzem este barulho, ou mesmo (o mais fácil), pode ser produzido pela boca dos papais…
  2. Casulinho, pacotinho, embrulhinho: Os bebês estavam em um ambiente apertado, que limitava seus movimentos (apesar das muitas “mexidas” sentidas pelas mamães grávidas) e, por mais difícil que seja de acreditar, nos primeiros 3 meses de vida, eles gostam de ficar assim apertados e encolhidos. Dá a sensação de aconchego! Por isso, este pacotinho é tão importante para o bom funcionamento da técnica. É importante ressaltar que os braços devem estar firmes, para que não se soltem e desfaçam o casulo. A imagem da postagem representa bem esta dica e foi desenhada pelo meu esposo que é ilustrador (assim como nas próximas publicações minhas).
  3. Posição de lado: Os bebês gostam de ser segurados de lado, sentido a barriguinha encostando no braço de um adulto.
  4. Balanço: Em meio ao líquido amniótico, os bebês, apesar do pouco espaço, balançavam constantemente com os movimentos da mamãe. Por isso, os famosos “balancinhos” são tão favoráveis para relaxá-los.
  5. Sucção: A sucção é uma necessidade tão intensa nesta fase e não é apenas por questões nutricionais. O ato de sugar acalma. Por isso, bebês novinhos mamam com uma frequência grande: é uma associação de sucção não nutritiva e alimentação.

A aplicação correta do passo-a-passo tem resultados maravilhosos! Confesso que não são muito simples de serem praticados (o pacotinho quem fazia era André, pois eu tinha dó de deixar Nícolas tão encolhido e, em algumas vezes, eu saia de perto na hora em que ele estava enrolando-o), nem sempre se acerta nas primeiras tentativas, mas, com o passar do tempo e com a prática, tudo flui com mais naturalidade.

No YouTube, tem os vídeos com a demonstração prática gravados pelo Dr Karp, que estudou e desenvolveu todo o processo. Vale a pena conferir.

Espero que estas dicas sejam úteis a vocês como foram para nós!

Contribuição do leitor. Saiba como participar do blog: http://www.maedoano.com.br/participe-do-blog/

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