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O Blog Mãe do Ano, expressa por meio deste post, a imensa indignação diante do Caso Adelir de Góes.

Adelir,de 29 anos, gravida do seu terceiro filho, foi submetida ao uma cesariana por meio de uma ação judicial expedida momentos depois de atendida no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, no Rio Grande do Sul. Segundo uma amiga da familia, Adelir foi conduzida até o Hospital, por quase, 10 policiais.

Adelir queria ter um parto normal e sua vontade não foi respeitada. O Estado interviu no seu desejo.
Até onde o Estado pode se impor diante da nossa postura?
Por que a mulher brasileira não vem conseguindo ter o seu direito de optar pelo parto normal já que todo mundo sabe dos inúmeros benefícios para mãe e bebê diante da cesárea?

Um exemplo extremo de violência obstétrica e violação dos direitos de uma mulher sobre o seu próprio corpo .

Maíra Libertard, enfermeira obstetra, parteira escreveu em seu Facebook :

Isso é uma catástrofe para os direitos humanos, para os direitos reprodutivos, para os direitos das mulheres, para a autonomia da mulher sobre seu corpo, para o movimento pela humanização do parto, uma catástrofe sem precedente …Lutar pela autonomia das mulheres sobre seus corpos de forma radical (incluindo o aborto e, me julguem, a cesárea eletiva) é lutar contra esse tipo de anomalia”.

Adelir tinha desejo de fazer um parto normal, estava acompanhada de uma Doula, seus exames estavam ótimos e como não se encontrava em estágio avançado de trabalho de parto, pediu liberação para ir pra casa, voltaria mais tarde.

Sabemos também que mesmo que o seu parto terminasse em uma cesariana, o ideal era que ela vivenciasse o trabalho de parto.  A médica não aceitou e acionou a justiça.

Mas a gama de erros não para por ai, o pai foi impedido de assistir o parto, Adelir não teve direito ao um acompanhante com a própria LEI assegura,as mesma Lei que a arrancou de casa impedindo dela escolher seu parto,SEU PARTO!

O Brasil vive a cultura da cesárea. O país é campeão nesse tipo de cirurgia na América Latina, segundo a Unicef, fundo da ONU para a infância. Apesar de a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendar que a intervenção se restrinja a, no máximo, 15% dos nascimentos, por aqui, somente na saúde pública, ela representa 53% — ou alarmantes 83,8% dos partos via planos de saúde.

O fato é que o Brasil não respeita o parto como beleza humana,mas como algo fisiológico. Por isso,cada vez mais, grávidas recorrem ao parto humanizado,que independente do parto ser normal ou cesária, é respeitado o momento da gravida e seu bebê, de acordo suas necessidades, dores, sentimentos e principalmente ESCOLHAS.

Somos humanas, livres, somos todas Adelir!

A partir do dia 11/04, haverá manifestações em todo país afim de exigir a atuação do Ministério Público para investigação nos casos de violência obstétrica .

Aqui em João Pessoa,será no dia 12/04, as 15:30, no Busto de Tamandaré.

Vamos todas exigir a humanização no ato de nascer!

#SomosTodasAdelir

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Divide o seu tempo de mãe de um casal com o blog e os projetos dele. A rotina materna vai além de cuidar dos filhos: lê, pesquisa, analisa, filtra, inventa as melhores maneiras de tornar a vida de mãe mais leve, sem neuras e com muito bom humor!

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