Pode haver algo mais encantador do que ver seu(a) filho(a) sentando, se mexendo com toda força e determinação para alcançar o que quer ter nas suas mãozinhas? Ao descobrir o sentar, o bebê aprende que seu tronco permite descobertas bem interessantes e ousadas. E então descobre-se o engatinhar!

Não há idade certa para essa atividade passar a fazer parte da rotina de um bebê, mas é importantíssimo que esse bebê possa explorar o ambiente no qual ele vive, engatinhando, sobretudo que mamães e papais entendam que, quando o bebê não engatinha e já anda direto, embora isso possa ser um orgulho para os pais, na verdade uma etapa muito significativa para o desenvolvimento cognitivo e psicomotor da criança poderá invariavelmente ser “queimada”.pegarescrita Ao engatinhar o bebê fortalece os ombros, pescoço, braços e pernas, músculos e ligamentos, e esse fortalecimento do tronco e dos membros o preparará para desafios infantis como correr, pular, se esconder, andar de bicicleta. No entanto, gostaria de chamar a atenção dos pais para a relação muito próxima entre engatinhar e ESCREVER. Se você quer que seu(a) filho(a) seja bem alfabetizado, não adiante a fase do engatinhar, pois esse movimento ajudará muito na sua coordenação motora fina, como a preensão palmar e o movimento de pinça, indispensáveis para a aquisição da escrita.

engatinhas

Com as mãos apoiadas no chão, o movimento palmar se fortalece, o que será importante para o apoio na aprendizagem da escrita, ensinando a criança futuramente a segurar o lápis; também as pontas dos dedos são trabalhadas fortalecendo as digitais para usar o lápis corretamente e assim ter uma escrita firme e ordenada. Além disso, o engatinhar trabalha a percepção visual, permitindo que o bebê desenvolva noção espacial (distância de objetos que podem interromper sua exploração corporal), ensinando-o a ter noção de profundidade e lateralidade. Essas ações são extremamente importantes para seu crescimento anátomofuncional e preparação para o ingresso na escola e seu bom rendimento pedagógico.

Vamos encorajar os bebês a engatinhar?

Germinar em pétalas textuais
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Pedagoga, Psicopedagoga, Formação em Psicanálise, Membro Titular Nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp, Coordenadora do Grupo de Estudos da ABPp – PB, Supervisora Psicopedagógica, Docente do Ensino Superior, Pesquisadora do GEPAD-UFPB na área da Psicopedagogia, Coordenadora do Grupo de Estudos Psicopedagogia em Pauta, Diretora da Tríade Formações & Eventos Corporativos. Email: suelyfermon.abpp.pb@gmail.com

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