De tempos em tempos passamos por experiências que nos fazem relembrar condutas e decisões que precisamos tomar ao longo da vida. Aquele “e se eu tivesse agido de forma diferente” começa a rondar nossos pensamentos e comprometer a nossa confiança.

Não é incomum pensar nisso quando se está passando por um momento delicado na vida. Uma mudança de cidade (ou país), um emprego novo (ou a perda de um antigo), o comportamento diferente dos nossos filhos (seja um comportamento violento ou medos que não existiam antes), um relacionamento (amoroso, familiar ou de amizade) que apresenta sinais de desgaste… no momento em que as coisas dão errado, sempre temos a tendência de achar que aquela situação ruim não estaria acontecendo se aquela decisão de 10 anos atrás tivesse sido diferente.

A verdade é que precisamos confiar nos nossos instintos, pois comigo, eles nunca falham. Recentemente (se podemos contar que 6 meses é um período “recente”) passei por algumas situações assim. Em dada situação, eu senti que não era bem vinda. E mesmo com todos os meus esforços, dedicação, amor, cuidados, responsabilidade… a situação não mudou. Meu instinto sabia. E eu o suprimi, dediquei-me inteiramente, com esperança de que o resultado final mudasse. Quando não mudou, eu obviamente fiquei devastada. Foi um misto de decepção com revolta e injustiça. “Mas eu fiz tudo certo, por que isso está acontecendo? Eu fui mesmo tão boba e ingênua ao pensar que poderia reverter esse resultado?”.

Uma sábia amiga me disse “Está acontecendo porque já estava nos planos acontecer. Você não foi boba nem tampouco ingênua. Você foi uma pessoa honesta, e eu não esperaria nada diferente de você. O que você fez foi correto e não foi em vão. Tudo se transforma em aprendizado, experiência e força”.

Então, se seu filho tem estado violento: escute-o, aconselhe-o, ensine-o o caminho da tolerância. Se eu filho tem medos, ajude-o a superá-los e construir sua confiança. Se um amigo(a), companheiro(a), colega de trabalho ou familiar não tem lhe tratado de forma legal, não deposite a culpa em algo que você fez ou deixou de fazer. Dialogue. E se chegar à conclusão que aquele trabalho, amizade, proximidade familiar não está lhe fazendo bem algum, tenha maturidade para afastar-se sem nutrir inseguranças e culpas.

Se você está passando por um impasse na sua vida, apenas seja o melhor que você pode ser. Não podemos fazer nada além de nosso alcance, e tudo que fazemos com amor, dá frutos lá na frente. O mundo está cheio de injustiças, sim, e isso é ruim, sim. Mas não podemos nos render às coisas e pessoas ruins que surgem nas nossas vidas. Se vamos ceder, que seja ao bom comportamento, ao carinho, à vontade singela e sincera de dizer “eu te amo”, ao sorriso solto, ao elogio honesto. Sejamos sementes da paz e do amor, do companheirismo.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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