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Quando minha pequena nasceu ficava sempre me perguntando quando poderia viajar com aquela belezura e sair exibindo minha princesinha com todo orgulho. Ao tentar desvendar este mistério encontrei no grupo “Mãe do Ano”, no Facebook, várias outras mamães com a mesma dúvida que eu. E todas as vezes que alguém fazia esta pergunta muitas pessoas respondiam assim: 

“Comigo saímos de casa com 1 semana e não aconteceu nada.”

“Estou confinada faz 3 meses e não tive coragem ainda.”

“Menina! Vou pro interior com meu bebê de ônibus desde que ele tinha 15 dias.”

“O certo é esperar até um ano porque o bebê precisa de rotina”

E várias outras mamães com todas suas experiências traziam um turbilhão de informações, casos e idades diferentes.

Antes de mais nada ao planejar sua viagem, o ideal é consultar o pediatra para avaliação das condições de saúde da criança e recomendações específicas.Não quero criticar ninguém ou deixar isso como regra. Sei que muitas vezes acontecem imprevistos e que nem tudo funciona como desejamos ou como deveria ser. Segue aqui apenas o RECOMENDADO.

Recém-nascido- ninguém quer sair de casa por vontade própria. Por mais extinto aventureiro que se tenha, a mãe ainda está se recuperando do parto e o papai e o bebê ainda estão se adaptando a este novo mundo . Mas se for extremamente necessário o ideal é aguardar pelo menos uma semana.  Para viagens de avião muitas companhias aéreas são taxativas e não permitem o embarque de bebês com menos de sete dias – em alguns casos, dez dias é a idade mínima exigida.

A pediatra Filumena Gomes, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, sugere esperar até a criança completar um mês. E há boas razões para isso. “Nesses sete primeiros dias a mãe está com uma cicatriz, o bebê está com o coto umbilical aberto, não tomou vacinas e não possui defesas próprias contra vírus e bactérias”, explica. Além disso, um ônibus com 50 pessoas ou uma aeronave com 100 e 200 pessoas, que tossem e espirram, não é um espaço lá muito apropriado para quem acabou de deixar a segurança do útero materno. “Assim como qualquer lugar coletivo, é um ambiente altamente contaminado”, alerta.

O final da licença-maternidade é um ótimo período para dar uma escapada, antes de voltar à rotina do trabalho.

 Pois bem!! Pergunta respondida mas e depois como é viajar com um bebê?

Os bebês podem ser ótimas companhias de viagem. Veja o porque, segundo Sut-Mie, do Viajando com Pimpolhos:

Antes de 1 ano:

– antes de 1 ano, eles são menos pesados e mais fáceis de carregar: no colo, no canguru, no sling, nas costas, vale tudo!

– eles não saem andando por aí!

– eles dormem e cabem facilmente em qualquer lugar, e o carrinho, nessas horas é essencial! Esse sempre faz parte da bagagem! Nós estamos falando do carrinho simples, tipo guarda-chuva, mas onde a criança possa deitar. O nosso, por exemplo, tem 5 posições (2 para os pés e 3 para as costas) e uma delas é praticamente deitada.

– Se o bebê mama no peito, melhor ainda! Não há que se preocupar com a alimentação! E ele ainda fica protegido contra infecções! Senão, incluir 2, 3 mamadeiras na bolsa, lata de leite em pó e mucilon, se for o caso. Quando o bebê ainda está na fase das frutinhas, lanchinhos, continua fácil, pois encontramos frutas em qualquer lugar, biscoitinho, pão… E na verdade, é quando eles vão crescendo, variando a alimentação que vai ficando um pouco mais complicado.

Entre 1 a 3 anos o período é mais critico:

 – agora a criança anda, corre, mexe em tudo…por isso temos que ter mais cuidados!

– ela fica mais impaciente em longas distâncias,

– ela está mais pesada e fica difícil levá-la no colo,

– ela continua dando umas sonecas, por isso o carrinho se mantém na lista de coisas imprescindíveis,

– quanto à comida, pois é, até nisso ficou mais difícil porque ela começa a ter gostos especiais. Por outro lado, vocês sempre vão achar uma massa, pão, arroz com molho, carne, legumes e frutas em algum lugar!

Em contrapartida, a criança começa a parar de usar a fralda diurna, não precisa mais de fraldinhas de boca e etc, e a mala começa a diminuir, vai ficando mais prática. Sua cria também fica um pouco mais “independente”, aos poucos ela fala e diz o que quer e o que sente e até a sua saúde é mais sólida, não tem tantos resfriados, dificuldades em respirar, alergias…

Do 3º ano pra frente as coisas começam a ficar boas novamente:

3 a 5 anos: a criança começa a não usar mais a fralda noturna, come sozinha e anda bem mais, interage com outras crianças. A viagem se torna mais interessante para ela!

Acima de 5/6 anos: a criança começa a ler, ela já pode até participar dos preparativos da viagem, ajudar a escolher o destino e ver livrinhos antes de partir. Durante os passeios, ela já pode levar a sua mochila, com um caderninho para desenhar o que for vendo durante a viagem, colar coisas, cartões postais e fazer assim um belo “carnet de voyage” para ser guardado de lembrança!

Dicas-Para-Viajar-de-Avião-com-Bebê

 

Paulistana de nascimento, Paraibana de coração. Casada há pouco e “amigada” a muito, mãe da Giulia minha pequena joia e do Dachshund Tiko nosso mascote . Formada em turismo segui minha carreira na aviação por 8 anos. Depois de um marido, um cachorro e um bebe (chegando em minha vida nesta ordem..rs..) procurei algo que pudesse ainda conciliar com a função mãe e dona de casa. Para isso me tornei franqueada da Portal Travel e assim vendo sonhos e felicidade procurando sempre oferecer a todas as famílias o que desejo pra minha.

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