O plano inicial era ir morar em Porto, mas, assim que chegamos, percebemos que não era o que buscávamos. Nós queríamos mudar de vida, morar numa cidade mais tranquila (eu, se pudesse, iria para uma vila no meio do mato. rs) e Porto, apesar de ser linda e uma cidade mágica, não é assim. É uma cidade bem movimentada, cheia de gente, me lembrou muito São Paulo, que eu amo! Mas não era isso que a gente buscava, sabe?

A segunda opção era Aveiro, já que meu marido tinha passado no mestrado na Universidade da Cidade, por ser perto do Porto, achávamos ser uma boa opção.

Assim que conhecemos Aveiro, ficamos apaixonados… Encantados mesmo! É uma cidade linda, tranquila, apesar de turística, tem muitos parques verdes e espaço para as crianças brincarem. Tem tudo que é necessário para se viver, como mercados (grandes e pequenos), teatro, restaurantes, lojas.

Mas, infelizmente, peca num ponto crucial: transporte público. Para se locomover dentro da cidade, além dos táxis, só existem os autocarros (ônibus), que, apesar de parecerem bons (ainda não usamos), têm itinerários e horários bem restritos e não é muito fácil de entender a logística do sistema deles.

Ainda não temos metrô, UBER, por exemplo. Temos comboios (trens), mas ligam somente algumas cidades e não circulam o tempo todo também.

Pensando nesse aspecto, optamos por morar no centro, já que não temos carro. Assim, conseguimos fazer tudo a pé.

Eu acho Aveiro muito parecida João Pessoa (principalmente, a JP de uns 10/15 anos atrás), em vários aspectos: é uma cidade calma, tranquila, com mercado de trabalho com muitas possibilidades para serem exploradas, com uma vertente turística e, pelo que vejo, as pessoas ainda estão descobrindo o potencial da cidade.

As ofertas de aluguel, seja de quarto, casa, apartamento, qualquer coisa, estão cada vez mais escassas, além de valores extremamente abusivos.  Mas, mesmo assim, o custo de vida aqui, pelo que pesquisamos, ainda é melhor do que muitos lugares.

Tínhamos resolvido que iríamos pegar o trabalho que aparecesse para conseguirmos pagar as contas, então, comecei a trabalhar como vendedora de loja.

O mercado de trabalho aqui é muito voltado para o turismo (hotéis, lojas, restaurante) e as fábricas (que existem ao redor da cidade), mas na nossa área, que é de comunicação, é quase inexistente.

Hoje, estou sem trabalhar “fora”, pois precisava me dedicar ao pequeno, também estou focando nos meus projetos e trazendo algumas coisas que fazia no Brasil para cá, pesquisando o mercado e tentando entender o que daria certo ou não. Nosso maior desafio é conseguir gerenciar bem o dinheiro que se ganha aqui, porque se vive com muito pouco, então, é preciso também se adaptar ao estilo de vida e o que ele pode ou não nos proporcionar.

As pessoas costumam ser amigáveis, em sua maioria, apesar de existir, sim, preconceito, principalmente, com relação ao mercado de trabalho. Mas aqui há muitos brasileiros, temos grupos no facebook e no Whatsapp e tem sempre ajuda, encontros e etc.

Enfim, fizemos coisas certas e erradas desde que chegamos, e se eu pudesse, faria tudo de novo, mas me programaria melhor com relação ao dinheiro para trazer e ficar um pouco mais tranquilos. Como tivemos que começar a procurar emprego assim que chegamos, não aproveitamos quase nada ainda.

Mariana é paraibana, mas vive atualmente em Aveiro - Portugal. Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing, comunicação e eventos. É fundadora do Mãe do Ano e, além dele, é responsável pelo Roteiro Baby Aveiro, que divulga a programação infantil na cidade de Aveiro.

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