Antes de sair correndo com a criança para uma consulta de urgência com o psicólogo mais próximo, a primeira coisa a ser feita é manter a calma, respirar fundo e observar a vida em família e na escola, a fim de descobrir os motivos dessa indicação.

“A saúde mental da criança depende muito do que ocorre no âmbito familiar. Se o núcleo familiar não está cumprindo seu papel de educar a criança, de prestar atenção às suas necessidades, ela vai mudar de comportamento, o que é um indício de que não aguenta mais aquela situação”, declara Roberto Teixeira Mendes, professor do Departamento de Pediatria da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas.

Para Heloísa, da PUC de Minas, novas situações podem desencadear uma mudança brusca no comportamento infantil. Separação dos pais, morte de algum familiar ou o nascimento de um irmão são exemplos clássicos que podem gerar dúvidas, insegurança e tristeza em uma criança.

“Muita gente acha que as crianças são pequenas demais para entenderem determinados assuntos, mas elas entendem tudo. É preciso abrir o jogo com elas. A infância é o momento em que a pessoa está construindo um sentido para o mundo. E nada vai fazer sentido enquanto alguém não conversar com ela sobre os problemas familiares. Não dá para esconder, pensando que assim está se protegendo o filho”, afirma a psicóloga.

Ajuda do pediatra

Segundo Mendes, da Unicamp, o pediatra que acompanha a criança pode ajudar os pais a analisarem a situação do filho com maior clareza.

“O profissional da pediatria sabe que o problema não é só com a criança. Ele também pode conversar com a família para tentar esclarecer problemas que estão claramente visíveis, mas que ninguém percebeu ainda. Em último caso, ele poderá indicar um psicólogo.”

O trabalho da Psicologia Infantil é baseado em atividades lúdicas, que servem para expressar as angústias, as fantasias e os sentimentos da criança. Quando procurar um psicólogo para seu filho, faça uma pesquisa com indicações e especializações do profissional com fontes que sejam de sua confiança. E observe as atitudes da criança, afinal, será você quem vai apresentar o seu filho ao psicólogo.

Nota da redatora: A psicologia não é um bicho de sete cabeças. Ela é, na verdade, uma ferramenta muito importante para o desenvolvimento emocional de todos nós, especialmente quando passamos por períodos difíceis ou confusos – e isso vale para adultos e crianças. Portanto, a melhor forma de lidar com isso é com naturalidade. Existem pessoas que precisam de fonoaudiologia, outros de fisioterapia, outros de nutricionista, e alguns de psicólogo. Não existe absolutamente nada de errado nisso – todas essas profissões existem para nos ajudar, cada uma em sua área específica.

Minha experiência particular com psicologia/terapia foi muito benéfica, tanto comigo enquanto adulta, quanto com meu filho, que na época tinha 7 anos. Ele pôde lidar melhor a impaciência, frustração, indecisão, indefinição, medos. Isso refletiu diretamente no comportamento e formação da personalidade dele. É uma criança mais calma, confiante, saudável e corajosa.

Fonte: Vivo mais saudável  e UOL

 

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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