maroca e binho

É o mês deles, o mês dos papais, dos queridinhos do nosso viver. Dos companheiros, parceiros, que engravidaram juntos, até enjoaram por você (no meu caso), que aceitaram de bom grado a paternidade e todas as responsabilidades que vem com ela. Mas, por que todo homem não reage assim? Uns fogem da responsabilidade, outros ficam deslocados e ciumentos, muitos até briguentos e distantes. A resposta é simples: há pais e fecundadores!!

Conversando com umas amigas, que já têm filhos na escola, uma delas falou que a homenagem do dia dos pais na escola do seu filho, foi muito emocionante, muito choro de pais, mães, filhos e professores. O motivo não era a homenagem, mas a ausência de muitos pais, pais que nunca participam ou que não são presentes na vida dos filhos. Segundo a professora: “o dia mais triste do ano”. Filhos tristes, mães magoadas, pais ausentes… Infelizmente paternar não é para todos, o que é uma pena porque seriam pessoas tão melhores se convivessem com seus pequenos, tão melhoradas e amadas.

Apesar de não ser só na certidão de nascimento que o pai se mostra, é direito da criança ter o nome dos dois genitores. Muitas mulheres, por orgulho, mágoa, deixam de mão esse direito e registra o seu filho sozinha, em seu nome apenas, o que é um erro, pois não é só por você, mas pelo seu filho. Ele tem o direito de não passar por constrangimento mais a frente; de se tive vontade, procurar seu pai; de lhe ser assegurado o que é direito.

Em outros casos, o casal se separa não só entre si, mas dos filhos. Há um distanciamento sofrido entre pai e filho, cheio de mágoas, de ausência, de falsas promessas, de declarações não ditas e abraços não dados.

Mas, vamos falar de coisas boas… Hoje, a concepção de pai que toma conta da casa e das crianças, tem mudado muito. O que antes era visto de forma preconceituosa, hoje não é mais. É muito comum o homem dividir os afazeres domésticos, bem como o cuidado com os filhos e a casa com a mulher. O homem não é o mesmo, e a mulher também não. Ela hoje exerce outros poderes, que não só os domésticos.

Foto de Jammylle Rodrigues
Foto de Jammylle Rodrigues

Quando Maroca nasceu, meu esposo, Robson, tomou conta de mim, da casa, e da pequenininha também. Deu seus primeiros banhos, foi meu enfermeiro e psicólogo quando tive complicações no pós-parto, ficava com ela na madrugada para que eu pudesse descansar. Chorava comigo quando eu amamentava sentindo dores horríveis. Ele foi, é pai. O pai que estava adormecido nele nasceu com Maroca.

Quando eu precisei voltar a trabalhar, ele mudou tudo na sua vida e se adequou a uma nova rotina, na intenção de não deixá-la com ninguém, dele mesmo cuidar dela. Revezamos cada um em um horário e ela não ficou sem os dois ao mesmo tempo. Não sofreu com a separação de um dia inteiro longe de nós dois. Isso facilitou meu processo de readaptação ao trabalho, pois sabia que ela estava com a segunda pessoa que mais a amava no mundo todo.

Com isso deixo minha homenagem aos pais de verdade, em especial, ao meu marido, ao pai mais protetor, amoroso e cuidador que eu poderia ter dado a Maroca. Pai não é tudo igual!

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente. É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada. Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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