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Não há muito tempo, a maior alegria das pessoas era ouvir como seu filho era “gordinho”. O costume de que bebês e crianças “fofinhas” eram sinônimos de muita saúde acabou por gerar uma grande distorção da imagem que uma pessoa saudável deve ter e do hábito alimentar que se deve cultivar nessa fase da vida.

Existem diversos fatores que podem resultar em obesidade infantil, e embora a predisposição genética e o sedentarismo influenciem nesse quadro, os principais continuam sendo a ausência do aleitamento materno exclusivo e os hábitos alimentares equivocados, da criança e da mãe durante a gestação. No lugar de frutas, são biscoitos recheados. No lugar das torradas caseiras, são os salgadinhos fritos, no lugar de sucos naturais são refrigerantes, achocolatados, fórmulas lácteas e sucos industrializados concentrados, todos com excesso de açúcares, gorduras, conservantes e sódio, para dizer o mínimo. Em tempos de dias corridos, trabalhos exaustivos e pouco tempo dedicado à família, a alimentação prática toma o lugar da alimentação saudável e as consequências podem ser mais complicadas do que a simples insatisfação estética.

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Os consultórios médicos e nutricionais estão recebendo pacientes cada vez mais jovens com problemas de saúde que antes eram reservados unicamente a adultos: aumento no colesterol, triglicerídeos, glicemia, pressão arterial e o desenvolvimento da própria obesidade. As crianças de hoje substituem brincadeiras como pega-pega, esconde-esconde, andar de bicicleta, soltar pipa, ir à praia ou à praça, fazer esportes ou danças por horas em frente ao computador, televisão e vídeo games, deixando cada vez mais a equação ingestão calórica excessiva e exercício físico insuficiente com um saldo positivo.

A época em que as crianças “cheinhas” eram “mais saudáveis” e resistiam mais frequentemente a doenças e infecções se foi. A descoberta de medicamentos, terapias, atividades físicas e reeducação alimentar chegou para tentar sanar com o que é chamado de A Epidemia do Século 21. Incluir uma rotina com boas escolhas na mesa e boas atividades externas pode proporcionar uma infância saudável e sem maiores complicações para as crianças e os pais.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica e duas outras paixões: fotografia e culinária! Com 28 anos, é mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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