Dois anos, a idade dos escândalos. Sempre tive certo receio dos terríveis dois anos, “terrible twos”, em inglês. Pensava que Maria Paula, se transformaria da noite para o dia em uma criança que não conhecia. Tipo uma transmutação mesmo, um dia dormiria um bebê, o meu bebê, tranqüilo, carinhoso e amoroso, e acordaria, o bebê que grita, que bate a cabeça, que esperneia, arremessa objetos, morde, estapeia. Tinha medo de não saber como lidar com essa situação. E não poderia fazer nada porque toda criança passa por isso.

terrivel

No link http://bebe.abril.com.br/materia/a-terrivel-crise-dos-2-anos a revista eletrônica fala um pouco sobre a terrível crise dos dois anos:

“O fenômeno é comum e tem até nome: adolescência do bebê. É quando a criança se dá conta de que é um indivíduo e luta para conquistar o seu espaço – gritando, batendo nos outros ou se jogando no chão. Cabe aos pais ter muita calma, paciência e ensinar que esse comportamento não leva a nada. Em outras palavras, estabelecer limites.

O que é a chamada “adolescência do bebê”?

A adolescência do bebê, primeira adolescência ou os “terrible twos” – terríveis dois anos, em inglês –, como citado na literatura, é a fase em que a criança passa a se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. De repente, a criança que outrora era tida como obediente e tranquila passa a berrar e espernear diante de qualquer contrariedade. Bate, debate-se, atira o que estiver à mão e choraminga cada vez que solicita algo. Diz não para tudo, resiste em seguir qualquer orientação, a aceitar com tranquilidade as decisões dos pais, para trocar uma roupa, sair de um local ou guardar um brinquedo. Para completar, não atende aos pedidos e parece ser sempre do contra.”

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É fase, temos que passar. Mas, passar como?? Maria Paula, hoje no auge dos seus dois anos e dois meses, mudou também, mas, não é a criança assustadora como pensei que fosse ficar. É fato que agora ela expressa melhor suas vontades, seus sentimentos. Sabe que ao gritar chama atenção, mas também percebe que ficamos tristes e muitas vezes, volta atrás e nos abraça e beija.  Tem seus momentos de espernear, principalmente quando não quer parar de assistir seu filminho favorito para tomar um banho. Mas quem gosta de está vendo algo interessante e alguém tirar abruptamente? Por isso, evitamos essas coisas, quando temos que fazer, conversamos com ela, damos uma pausa no filminho, sempre explicando o que vai acontecer e o porquê.  Muitas vezes, quando é contrariada sai de cabeça baixa e vai para sua caminha dizendo: mimi (dormir), fica lá um tempinho na cama, geralmente fica alguns minutos resmungando. Ficamos observando e depois, ela volta contando uma historinha e já focada em outra brincadeira. Por essas coisas, os dois anos de Maria não têm sido assim tão terríveis, mas sei que cada criança é uma criança, um ser individual, com suas necessidades e vontades. Mas, uma coisa é certa, amor, paciência, empatia, e respeito ajudam muito, não só nessa fase, mas em todas.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente. É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada. Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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