birra-das-criancas

Ameaçar que vai abandonar ou não mais gostar da criança, gritar ou bater, ser desautorizado, prometer presentes, realizar longos ensinamentos no meio da crise, comparação entre irmãos ou amigos… Situações que ainda ocorrem em massa e não recomendo, pois cada uma delas educa através do medo e mesmo a curto prazo, faz um mal enorme á saúde emocional da criança.

A família precisa, acima de tudo, oferecer segurança afetiva à criança e todo comportamento executado, vai rapidinho, ser aprendido por imitação. Assim, as regras e limites precisam ser combinados, da casa dos pais à casa dos avós, caso contrário a criança fica confusa e lá vem a birra.

Abaixo, exemplifico algumas situações de birra e sugiro posturas que podem ajudar a manter a situação sob controle:

Situação 1 – Grita, chora ou se joga no chão em público

Afaste-se um pouco da criança, certificando-se que não irá se machucar, espere passar, pois ela vai se levantar e em casa retome a situação. Peça para que a criança tente explicar porque agiu daquela forma e numa conversa em tons saudáveis, diga que entendeu a frustração dele, mas que aquele comportamento deixa papai e mamãe tristes. Se estiver num ambiente onde não possa se afastar, pegue a criança e a leve para outro lugar até que se acalme. Em última instância, a alternativa é ir embora e seguir a orientação da conversa.

Situação 2 – Atira objetos no chão

Assim que a criança se acalmar, se abaixe, olhe nos olhos dela e peça para que pegue o objeto e coloque no lugar adequado. Expresse seu descontentamento e caso tenha causado algum prejuízo, como quebrar o objeto, por exemplo, traga este prejuízo para concreto e reflita que precisará gastar dinheiro para comprar novamente.

Situação 3 – Quando contrariada, levanta a mão, chuta ou bate

A criança nem sempre entende que suas atitudes podem machucar, então explique, quantas vezes forem necessárias, principalmente se for um bebê. Não subestime a capacidade de entendimento da criança. Se ela levanta a mão, segure o seu braço delicadamente e peça para nunca mais repetir o gesto. Se houver repetição, pode haver punições como, não usar o computador, ou não assistir aquele desenho favorito, mas jamais coloque à prova o seu afeto pela criança.

Mayara Almeida é Psicóloga de orientação psicanalítica, Esp. em Gestão de Pessoas e pós-graduanda em Psicologia Clínica. Também é Escritora e membro do grupo de escritores Sol das Letras. Atua em consultório na cidade de João Pessoa/PB, atendendo, crianças, adolescentes e adultos. Cultiva um carinho todo especial pelo universo materno e infantil, por isto está aqui.

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