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Vi uma campanha publicitária de uma empresa de telecomunicação, que consistia em mães contarem para as suas filhas como mudou suas vidas quando elas nasceram, e fiquei com uma enorme vontade de dizer para a minha também. E por que não dizer??

Quando Maria nasceu mudou minha vida!! Mudou tudo! Mudou o jeito que eu via o mundo e mudou o jeito do mundo me ver. Mudou a jeito que eu me via, que eu me vestia, que eu me sentia. Mudou a maneira de andar e falar, tudo devagar e baixinho para não acordar a princesa que dormia.

Quando Maria nasceu mudou meu lado da cama, mudou minhas lingeries (risos), mudou meu pijama.

Quando Maria nasceu, eu nasci junto com ela. Eu me tornei melhor. Eu comecei a enxergar com o coração, a fazer rimas pobres por paixão.

Quando Maria nasceu, virei palhaça! Compositora de músicas horríveis, mas que ela adora. Tornei-me ventríloqua, travesseiro, cavalinho e colchão.

Quando Maria nasceu soube o que era amor e tudo começou a fazer sentido, pois as coisas conspiraram para aquele momento feliz. Tudo encaixado, tudo acertado. Minha mão se tornou maior para caber a dela. Meu coração encheu-se de ternura para ela.

Maria Paula, só tem dois aninhos e sei que logo vai parar de pedir meu seio de madrugada. Logo, logo vai querer tomar banho sozinha, e ter suas próprias amizades. Irá preferir amigos de sua idade. E os segredos meu e dela? Aquele xixi que vazou no colchão? Aquela bonequinha que ainda dorme com ela, esses serão para sempre nossos.

Logo escolherá sua própria comida, roupa, calçado, e penso, e eu?? Como ficarei com tanta independência. Orando!! Orando para que a vida seja gentil com ela. E tendo a consciência que por ela faria tudo mil vezes, cada dorzinha, incomodo que senti, sentiria dobrado. Clamando para que se algo tiver que acontecer a ela, e que não seja bom, que aconteça a mim, aceito de bom grado. Deus te abençoe e proteja sempre minha filha. Obrigada por estar me ensinando a cumprir minha missão, ser sua mãe.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente. É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada. Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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