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Quando uma mãe fala em desfralde, normalmente quem tem filho na mesma idade não deixa de fazer comparações, se seu pequeno acompanha a experiência da outra, tudo bem, se está um passo a frente, melhor ainda. Mas, se seu filho não alcançou ainda, o que você acredita ser um processo normal…soa todas as sirenes de medos, preocupações e ansiedade. O que acaba atingindo de cara o seu pequeno.

Bem, escuta uma coisa: CRIANÇA NÃO É TUDO IGUAL! CADA UM TEM SEU TEMPO.

O desfralde acontece normalmente entre os dois e cinco anos, ver postagem sobre desfralde …..

Mas, vocês sabiam que há um probleminha que adia o desfralde, principalmente o noturno. Chama-se enurese e trata-se micção (ato de expelir a urina) involuntária, a partir de uma idade que já dever-se-ia ter o controle da bexiga. Na ausência de problemas específicos o controle da urina, quer diurno e noturno acontece, como dito acima, na maioria dos pequenos, até os 5 anos.

É importante saber que a enurese é involuntária. A criança não deve ser culpabilizada ou punida. Isso só iria aumentar a ansiedade e aumentar ou adiar a resolução do problema.

Quando eu era criança, a mãe de um vizinho o colocava de castigo do lado de fora da casa, com a rede molhada de xixi na cabeça. Isso além de crime, “submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou constrangimento”, é de uma ignorância sem precedentes.

 dormir

Como ajudar nesse processo:

– Quarto da criança perto do banheiro ou com o troninho pertinho da cama;

– Tentar abolir o uso da fralda em todas as ocasiões par anão confundir a criança;

-Capa protetora no colchão;

– Não deixar o quarto completamente escuro, crianças quando no período de usar a imaginação, podem ter a mente bem fértil e fantasiar sombras como monstros terríveis, o que não o tiraria da cama;

– Reduzir a ingestão de líquidos durante a noite;

– Acordar o pequeno para que ele vá ao banheiro também pode ajudar;

– Conversas e paciência são sempre bem vindas.

 Na maioria das vezes essas dicas dão resultados. Mas, como sempre digo cada mãe deve observar seu pequeno, ela conhece dele bem mais que qualquer outra pessoa, e se não se sentir segura ou achar que algo não vai bem, consulta um pediatra, nada melhor que um especialista para garantir nosso sossego. Nada de remédios que alguém usou e deu certo, viu!?

 

 

 

 

 

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente. É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada. Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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