alienação-parental

Quem não conhece alguém que se separou ou está em meio a esse processo?? Infelizmente, conhecemos muitas pessoas, que por um ou outro motivo resolveram seguir caminhos diferentes, depois de uma porção de anos repartidos com outra pessoa. Há alguns anos, isso seria motivo de repúdio da família, amigos e sociedade, hoje em dia é mais comum sermos solidários.

Bem, mas e quando há crianças envolvidas?E quando um dos parceiros, geralmente, o que não aceita de bom grado a separação, age colocando o filho contra o pai ou contra a mãe?  Desde sempre esse tipo de ação existe. Minha mãe outro dia me confessou que quando éramos pequenos, eu e meus irmãos, ela e meu pai brigaram e ele saiu de casa. Ela mencionou que o tempo que ele passou fora, cerca de duas semanas, ela não deixou que ele nos visse. Deixava as portas fechadas e brincávamos dentro de casa ou no quintal, nunca na frente de casa para que meu pai não passasse e nos visse.  Fiquei pensando na falta que sentimos dele e que, com certeza, queríamos vê-lo. Mas, naquele momento, ela estava magoada, feriada demais para perceber nossas necessidades. Duas semanas se passaram, eles conversaram e voltaram. Mas, e se não tivesse voltado? E quantos casais não se dão uma segunda chance por “n” motivos?

Bem, naquela época esse assunto não era tão discutido como hoje. Atualmente esse tipo de conduta é nomeada e matéria de lei (Lei 12318/2010), e chama-se: Alienação parental.

separacao-com-filhos-7Alienação parental é a tentativa cruel de afastar os filhos de um dos cônjuges, que na maioria das vezes, foi o solicitante do afastamento de corpos, o que tomou a decisão, o que saiu de casa, o insatisfeito. A outra parte, a ofendida, magoada age como guardião da cria, afastando-a do pai ou mãe fujona, vingando-se e punindo não só o parceiro ausente, mas o próprio filho.

 Isso acontecer através de conversas com a criança, onde desmerece e desacredita o amor do outro. Desvaloriza, hostiliza suas qualidades e ações. Impõe à criança a necessidade de escolha entre os pais. Ameaça, chantageia emocional e fisicamente.

Segundo estudos “as consequências à saúde física e mental das crianças que vivem sob a tortura de um pai alienador são muitas, entre elas: os distúrbios de alimentação, a timidez excessiva, os problemas de atenção/concentração, a indecisão exacerbada e, até mesmo a drogadição, como forma de fuga de uma realidade massacrante e com a qual não conseguem lidar.”

O direito a convivência com ambos o pais é garantida por lei e deve ser preservada, bem como a sanidade emocional da criança. Segundo a lei, se constatada a alienação, o alienador sofre sanções graves, inclusive com a inversão da guarda previamente estabelecida e a suspensão da autoridade parental.

Amores se acabam, romances só duram para sempre nos contos de fadas, casais brigam, mas não é justo castigar os filhos por isso. Um casamento/relacionamento é bilateral, os dois estão em um barco remando na mesma direção, se um remar em sentindo contrario pode afundar toda tripulação. O dano será bem menor, se abandonar mesmo o barco. A quem fica cabe a missão de remar sozinho, mas sem sobressaltos. Não é fácil, no começo os braços doem pelo esforço, mas você ficará bem mais forte.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente.
É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada.
Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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