*Márcia Dolores

Trocar conhecimentos e percepções será algo valioso sempre, desde que as vivências individuais sejam preservadas.

Assim como Michele Obama conta com o apoio de sua mãe na Casa Branca, inúmeras mulheres utilizam esse auxílio precioso e experiente como um apoio na educação dos filhos. Outras, envolvem as mães para dar suporte nas inúmeras tarefas e demandas do dia a dia. Assim, completam aquele “espaço” que fica quando os filhos entram na fase adulta e vão embora.

Mas quais são os obstáculos para que o resultado final seja produtivo?

Unir três gerações é um desafio, e ao mesmo tempo, uma bela oportunidade de compreender as fases da vida, seus anseios e os aprendizados que são possíveis compartilhar e os que se obtém individualmente.

O maior desafio em uma relação é reconhecer o valor de cada pessoa, independente do seu comportamento, mesmo que sua forma de pensar e agir sejam distintas da sua.

Numa relação entre mulheres de gerações diferentes, essa é uma questão que irá aparecer com frequência, como quando a avó repreende a ação da filha com a neta, por achar que ela sabe mais como educar, e que ela agia com seus filhos de uma forma diferente e que essa forma é a correta.

Quando temos três gerações convivendo no dia a dia, a facilidade em reproduzir o passado, deixando de viver o presente, é muito comum. Nesse caso o limite e espaço definido para cada uma é fundamental, para que aja liberdade de ação sem que as experiências já vividas pelas mais velhas atrapalhem as da jovem.

Trocar conhecimentos e percepções será algo valioso sempre, desde que as vivencias individuais sejam preservadas.

Esse é um treino para algumas avós e mães: confiar que as netas têm recursos para lidar com o que surge, e buscar apoio se esse canal estiver, de fato, aberto e isento de críticas e avaliações.

Apoio é uma boa forma de construir uma parceria, inclusive é um alicerce interessante na relação feminina. Outro dia escrevi um artigo sobre as relações femininas no trabalho e comecei a pensar muito sobre como estas se estruturam.

Uma relação de desconfiança, críticas, julgamentos e desmerecimentos entre mulheres que se amam preparam as gerações seguintes para uma afinidade de pouca transparência, competitividade e desvalorização do sexo feminino. Afinal, são as mães que educam os filhos, e quanto melhor o convívio, melhor a vida da sua prole.

Quando três gerações decidem habitar na mesma casa é fundamental estabelecer parâmetros, que preservem as características de cada um. Também é muito importante deixar claro o que incomoda e o que é esperado na relação. Envolver todos da casa, antes de trazer a avó para viver no ambiente, é de extrema valia.

Quando uma pessoa entra no sistema familiar, por mais que seja um ente querido, há uma mudança em toda a dinâmica familiar e às vezes conflitos surgem. Portanto, é sempre importante negociar, comunicar e encontrar o objetivo comum. São táticas que viabilizam e que darão um toque especial, pois é o amor que une essas pessoas.

*Márcia Resende Dolores é criadora do  método engenharia da Felicidade. Diretora e coordenadora de desenvolvimento do Instituto de Thalentos. Atua a mais de 29 anos em desenvolvimento humano, corporativo e educacional. Responsável pela criação e implantação do método de Coaching Eficaz com PNL dentro de diversas empresas. Possui certificações Internacionais ICI e ICF Master Coaching. Psicóloga pela UNG, Consultora em desenvolvimento Humano, Coach com Especialização em RH, larga experiência em Desenvolvimento e Treinamento Gerencial. Para mais informações acesse http://www.institutodethalentos.com.br/

Mariana é paraibana, mas vive atualmente em Aveiro - Portugal. Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing, comunicação e eventos. É fundadora do Mãe do Ano e, além dele, é responsável pelo Roteiro Baby Aveiro, que divulga a programação infantil na cidade de Aveiro.

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