A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira, 11 de dezembro, o registro de um novo medicamento indicado para pacientes adultos com dermatite atópica moderada a grave, cuja doença não é adequadamente controlada com tratamentos tópicos ou quando estes tratamentos não são aconselhados.

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica, causada por um desequilíbrio do sistema imunológico, que gera lesões na pele, coceira extrema e persistente, descamações, secura, rachadura, inchaço e vermelhidão. A doença não é contagiosa, mas nos casos moderados a graves pode ser altamente debilitante, uma vez que os sintomas geram desconforto para os pacientes ao ponto de tirá-los do convívio social e os afastando de atividades rotineiras, como trabalho e estudo.

Sinais de ansiedade e depressão estão presentes em 51% dos pacientes com a doença. Além disso, 55% das pessoas acometidas com dermatite atópica relatam ter dificuldade para dormir 5 ou mais noites por semana e 77% relatam que a doença interfere na sua produtividade. O medicamento Dupilumabe é o primeiro medicamento biológico aprovado para o tratamento da dermatite atópica. Ele age inibindo a resposta imunológica exacerbada, controlando a inflamação e, consequentemente, os sintomas da doença.

De acordo com a líder médica de área terapêutica da Sanofi Genzyme, Suely Goldflus, a aprovação pela Anvisa oferece uma importante opção de tratamento no Brasil para um grupo de pacientes que apresentam casos mais graves de dermatite atópica. “Por ser uma doença com grande impacto na qualidade de vida, é fundamental ter variedade de opções de tratamento disponíveis, inclusive para atender pacientes cuja doença não é controlada pelas terapias atuais”, explica a médica. Além do Brasil, o medicamento foi aprovado em setembro pela European Medicine Agency para o uso em território europeu e em março pela Food and Drug Administration (FDA), para uso nos EUA.

 

Prevalência e cuidados preventivos
Segundo o Censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite atópica é a 11ª doença dermatológica mais comum na população brasileira, com ocorrência de 2,4% considerando todas as faixas etárias. Entre as crianças até 14 anos, a prevalência é de 13,7%, e entre pessoas de 15 e 39 anos, de 1,2%.

Mesmo quando não há lesões, a pele do paciente com dermatite atópica, apresenta uma inflamação persistente em suas camadas mais profundas. A doença não tem cura, mas exige controle, por isso, algumas medidas gerais de cuidado podem contribuir para reduzir o aparecimento dos sintomas, como a manutenção da pele sempre hidratada, banhos rápidos e com água morna e uso de produtos de higiene neutros. É importante também que os pacientes consultem o médico com regularidade para verificar o tratamento mais adequado.

As informações aqui veiculadas têm caráter apenas informativo e não podem substituir, em qualquer hipótese, as recomendações do médico nem servir de subsídio para efetuar um diagnóstico médico ou estimular a automedicação. O médico é o único profissional competente para prescrever o melhor tratamento para o seu paciente.

Sempre conversem com seu médico, pessoal.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

1Pingbacks & Trackbacks on Novo tratamento para dermatite atópica é aprovado pela Anvisa

  1. […] A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica, causada por um desequilíbrio do sistema imunológico, que gera lesões na pele, coceira extrema e persistente, descamações, secura, rachadura, inchaço e vermelhidão. A doença não é contagiosa, mas nos casos moderados a graves pode ser altamente debilitante, uma vez que os sintomas geram desconforto para os pacientes ao … Ver artigo completo no Blog […]

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Comment *