Acontece que as pessoas estão mais preocupadas com suas convenções, suas teorias, suas concepções de vida, e esquecem que você tem as suas. Na verdade elas nunca estão satisfeitas, sempre cobrando, insinuando, julgando, impondo… Você namora. Quando noiva? Você noiva. Casa quando?? Você casa. Quando vai ter filho? Você tem o primeiro e nem bem ele fez um ano. Quando vai dá um irmãozinho para ele (a)? Você tem o segundo. E aí fechou a fábrica ou vai formar um time de futebol?? E por aí vai…

Foto de Jamylle Rodrigues
Foto de Jamylle Rodrigues

Quando estava grávida, algumas pessoas se aproximavam e falavam tanta besteira. Você está mais sensível, mãe de primeira viagem, hormônios enlouquecidos e vem pessoas contar histórias de parentes que tiveram bebês com problemas, mães na minha idade que tiveram complicações na hora do parto, erros médicos, bebês que demoraram a nascer e ficaram com sequelas devido à falta de oxigenação no cérebro. Algumas pessoas são mesmo sem noção. E não foi só uma.

maroca mamando

Eu sou entusiasta do Parto Normal, mas tive um parto cesáreo, não pude escolher. Sofri todas as contrações, cheguei a 10 de dilatação, tudo certo, mas, infelizmente, e não sem lutar muito, não pude ter um parto como sonhei, um parto natural/ normal, seja qual for à nomenclatura que queira usar. Não por modismo, mas por saber que era melhor para mim e para minha filha. Sem “mimimi”! Mas, naquele momento não ia por em risco a vida da minha filha, discutir com um médico formado que me dizia que ela poderia ter uma parada cardíaca se demorasse mais a nascer. Eu só chorei, só perguntei o porquê, mas naquele momento só queria pega-la, senti-la, ouvir seu choro, só queria que tudo terminasse bem. Sofri durante e depois com o pós-operatório, mas por ela, por Maroca, faria tudo mil vezes. Não sou menos mãe por isso, também, não sou mais.  Como também não é menos mãe aquela que não pode amamentar; ou mais mãe aquela que optou pela amamentação prolongada. Não é mais mãe aquela que abandonou o trabalho para cuidar dos filhos, e não é menos mãe aquela que por causa do trabalho, passa mais tempo longe do que em casa com os pequenos; Não é mais mãe quem nunca deu Leite Artificial ao seu filho, como também, aquela que precisou usar o complemento não deixou de ser mãe uma hora sequer. Não é menos mãe quem optou pela chupeta, quem usou andador, que perdeu a paciência, quem já se estressou, quem não cedeu sua cama, cada um é cada um.

Ser mais é mais que técnicas usadas, ser mãe é ato de entrega, é o amor que damos, que despejamos sobre nossos filhos. Ser mãe é amar acima de tudo.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente.
É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada.
Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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