Para muitos alunos, o período de volta às aulas significa embarcar em um território desconhecido, com novas regras, horários, rotina, professores e amigos. Os motivos que levam as famílias a mudarem os filhos de escola são muitos e a dúvida que fica é: o que fazer para garantir que a transição seja positiva e sem traumas?

Altamar de Carvalho, gestor educacional do Sistema de Ensino Poliedro, explica quais são os aspectos para tornar o processo de adaptação menos apreensivo. “O estranhamento e a dificuldade de adaptação à nova instituição, em um primeiro momento, é muito comum. Por isso, as condições que a escola, professores e colegas oferecem para receber os novatos podem fazer toda a diferença, pois os ajudará a se sentirem menos inseguros e mais acolhidos”, explica.

Quando a vontade de mudar não parte da própria criança, a adaptação pode se tornar um pouco mais difícil. “Os responsáveis devem investir muito em diálogos que deixem claros os motivos, benefícios e o que elas poderão vivenciar com a nova experiência. Outra dica é levá-los para visitar a instituição antes do inicio das aulas, pois além de conhecerem o espaço, poderão expressar sua opinião sobre o novo ambiente”, orienta.

Como peça fundamental, o envolvimento dos educadores também se destaca durante o processo de ambientação. “É preciso que a escola e os professores acolham os novos integrantes com carinho e paciência. Organizar dinâmicas em que os alunos mais antigos fiquem responsáveis por apresentar as dependências do colégio aos novatos, por exemplo, ajuda a favorecer e estimular o vínculo entre eles”.

Em geral, com um mês de aula já é possível notar se a adaptação à nova escola deu certo ou não. “Caso os responsáveis percebam que após esse período a criança ainda oferece resistência ao novo colégio, nesses casos, é preciso conversar com a coordenação e professores para entender a situação, pois pode existir um problema  mais sério de adaptação ou relacional, da criança com os outros alunos”, enfatiza.

Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing e comunicação e, além do Mãe do Ano, é responsável pelo Roteiro Baby JP, que divulga a programação infantil de João Pessoa, é presidente da Associação das Mulheres empreendedoras da Paraíba, tem uma banda de músicas infantis – a Catavento Colorido – e desenvolve atividades para crianças através da Colmeia Projetos Criativos.

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