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Sou uma entusiasta da criação com apego, sou mãe de apego, afeto e afagos. Nunca concordei que deixar uma criança chorar é bom para ela, é necessário para seu desenvolvimento. Pra mim, um bebê não se consola sozinho, ele fica exausto de chorar e dorme. Não vejo nada demais no bebê compartilhar a cama dos pais, pelo menos por um período ou em dias que não esteja bem. Sabem que há um estudo que diz que pais que aderem à cama compartilhada, diminuem o risco de morte súbita em bebês.

O Cantinho da disciplina acho bem inapropriado – usando de eufemismo.

Colocar uma criança em um cantinho vai levá-la a refletir sobre sua conduta?? Ela pode pensar sobre um monte de coisas, mas vai sentir-se isolada, triste e desprotegida. As sensações são maiores que as reflexões.

Super Nanny?? Considero mais uma adestradora que consultora.

Sou adepta a criação com apego, mas também não acredito que tenhamos que seguir todos os pontos dela para usá-la. Pra mim é como um peixe: comemos a carne e descartamos as espinhas.  Como se fala, a Criação com apego não é um roteiro, um método, mas são ferramentas. E vou lhes dizer uma coisa: Os pais apaixonados fazem tudo no automático, por instinto e sem sofrimento algum.

Eu acho engraçado quando vejo pais reclamando que não dormem, não têm tempo para ir ao cinema, baladas, cuidar da casa. Eles acharam que bebês podiam ser desligados a qualquer momento? Bebês fazem seus horários, principalmente, os recém- nascidos. A partir desse momento começa a prática verdadeira da empatia pai e filho. Temos obrigação de sermos sensíveis às necessidades dos nossos filhos, não só nessa fase, mas em todas outras. Na fase mais tranqüila, na mais estressante. Acho que tudo se resolve com AMOR, conversas, exemplos, RESPEITO e paciência.

Confesso que já recebi criticas, da minha própria família, sobre a criação da minha filha. Sobre ser enérgica, sobre uma palmada que não faz mal porque nos já levamos e somos pessoas de bem. Sobre tantas coisas…

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Mas, quer saber? Eu crio a minha filha como eu quiser, com todo o amor que eu tenho guardado para ela. E é por já ter levado umas palmadas mesmo, que eu sei como me sentia e não quero que minha filha passe por isso. Não quero que ela sinta o que eu senti. Se ser enérgica é gritar com a criança, apavorá-la com a minha histeria, não vou ser enérgica nunca. Vou todas as vezes ser sensível a sua dor, a seu choro, a sua agitação… Procurar entender a causa, ajoelhar e olhá-la nos olhos, abraçar quando ela estiver triste. Acredito que não erramos por excesso de amor, mas por falta de limites.

Volto a falar que limite, autoridade, disciplina positiva é necessário. Dizer “não” também é educar. 

O “attachment parenting” (criação com apego) é uma expressão criada pelo pediatra americano William Sears, uma filosofia baseada os princípios da teoria do apego em psicologia do desenvolvimento.

De acordo com a teoria do apego, uma forte ligação emocional com os pais durante a infância, também conhecida como apego seguro, é um precursor de relacionamentos seguros e empáticos na idade adulta.

A teoria segue oito princípios, que são basicamente os seguintes:

1- Preparação para a gravidez, o nascimento e a mater-paternagem.
2- Alimentação com amor e respeito.
3- Responder sempre com sensibilidade.
4- Praticar a Criaçao baseada no Apego.
5- Incluir essa criação também durante as noites.
6- Fornecer carinho constante.
7- Praticar a disciplina positiva.
8- Esforçar-se para o equilíbrio na vida pessoal e familiar.

Esses princípios são só um esquema, para mais detalhes deixo esse link de um blog de um pai praticante e apaixonado por essas ferramentas: http://paizinhovirgula.com/series/principios-da-criacao-com-apego/

            Como falei, muitas vezes fazemos, praticamos instintivamente a criação com apego. Beije muito, abrace quanto tiver vontade, não economize carinhos e contatos físicos. Abaixe para ficar do tamanho do seu filho, vê-lo e ver o mundo na perspectiva dele. Escute-o, tente entender suas ações que por mais sem sentido que nos pareça, querem sempre dizer algo.  Seja sensível e respeitoso com seu filho, como você queria que fossem com você. Amor demais não faz mal.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente.
É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada.
Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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