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Olá gente! Hoje estou aqui para dividir uma experiência minha com vocês, a história de como meu filho Anthony veio ao mundo. Para fazer essa escolha tão importante contei com a ajuda do meu obstetra, ouvi história de outras pessoas e deixei a minha intuição agir também.

A bola estava em minhas mãos: Normal ou Cesário?

Não importava em qual das opções estavam minhas expectativas, ambas me assustavam. Se por um lado a dor de um parto normal parecia ser algo insuportável, a recuperação de uma cesariana também.

Meu obstetra sempre falava que eu tinha a estrutura do corpo perfeita para um parto normal. Meu quadril estava largo, o bebê estava bem posicionado e que seria um parto maravilhoso. Em relação à dor ele dizia: “Dói sim, dói muito. Mas, seu corpo está preparado para isso, e se você pensar que esse momento representa a chegada do seu filho, a dor diminui”. Ele sempre foi sincero e um dos poucos que conheci que me incentivaram a ter um parto normal. Vale salientar que até escolhê-lo passei por muitos outros profissionais, e cheguei até a ouvir algo do tipo “parto normal é para bicho, você não precisa passar por isso”.

Apesar das palavras de conforto do meu obstetra, eu tinha MEDO muito medo! Mas, ele levava muito a sério a questão psicológica do paciente na escolha do parto. Me explicou detalhadamente o que acontecia em ambas as opções, os riscos, vantagens e desvantagens e me pediu para refletir sobre o que eu realmente queria, para não tornar esse momento mágico em algo traumático. Ele dizia que não adiantava o corpo estar preparado se o psicológico não o acompanhasse também.

Depois de ser tão bem esclarecida sobre o assunto, resolvi buscar depoimentos de pessoas que já passaram pela experiência do parto. Ouvi mãe, tia, vizinha, desconhecidos… Fiquei viciada em um programa de TV chamado histórias de parto.

Quem me conhece sabe o quanto tenho medo de cirurgia. Nunca precisei fazer nenhuma em toda a minha vida, graças a Deus! (<-Viu só o quanto sou temerosa?) E sempre pensei muito no que seria melhor para o meu bebê também. Se estava tudo tão bem encaminhado para um parto normal, se o Anthony resolveu facilitar para a mamãe, por que não? Eu estava prepara e decidida. Depois da minha decisão, a minha cunhada resolveu me presentear com um parto cesário. rs

Me restava agora conhecer a estrutura do hospital. Eu não tinha plano de saúde quando engravidei, fiz uns dois meses depois e por isso o plano não cobria o parto. Não tinha coragem de pedir ajuda financeira aos familiares para isso, nem de pedir a minha cunhada para trocar o presente. Eu simplesmente agradeci e disse que gentilmente que o parto cesário não era algo que eu almejava. Agora imaginem um casal começando a vida, que acabou de comprar as coisas pra casa nova ter que desembolsar uns R$8.000,00… Minha solução para o problema? Fui conhecer as maternidades da rede pública para avalia-las e então ter algum posicionamento sobre o que devíamos fazer.

Quando visitei a primeira maternidade pensei “vamos vender o carro, a casa, o que quer que seja, eu não vou ter o meu filho aqui”. Quando entramos lá nos deparamos com uma mulher no corredor chorando de dor andando pelo hospital enquanto uma enfermeira totalmente sem preparo para relações humanas dizia “é isso mesmo, não soube fazer? Agora tem que aguentar a dor” e a mandava andar. Diante daquela situação eu e o meu marido não podíamos ficar parados e argumentamos a favor da moça, inclusive entramos na sala de uma médica e relatamos o fato como sendo uma falta de respeito com a paciente. A médica por sua vez, foi totalmente educada, receptiva e agradável. Ao sair da maternidade um desespero sem tamanho abateu o meu marido e ele afirmou que nosso filho não nasceria ali. Eu o acalmei e chamei para ir à outra maternidade.

Chegamos ao Edson Ramalho e fiquei espantada com o ambiente, todos bem receptivos, tudo muito organizado. Lá, alguns funcionários me mostraram a estrutura do lugar, me apresentaram a uma médica que conversou comigo, pegou todos os meus exames e falou com o meu obstetra sobre o meu caso. Senti um alívio imediato ao sair de lá. Meu marido e eu concordamos que aquele ambiente era perfeito. Agora bastava esperar a boa vontade do Anthony.

Comecei a sentir dores durante a noite, meu marido queria me levar a maternidade e eu não queria ir, pois Anthony já havia dado outros alarmes falsos. Fui dormir, mas acordei com uma dor ainda mais intensa, daí independente da minha vontade fui obrigada a ir para a maternidade. Chegando lá estava com 3 cm de dilatação. Fui muito bem tratada pela equipe, todos muito pacientes e atenciosos. Lembro-me de um médico que falou comigo e perguntou se era o meu primeiro filho, respondi que sim e ele disse a equipe, tenham paciência e cuidado dobrado com a Adriana, pois é o primeiro filho dela. Ele sempre me elogiava e dizia que eu estava indo muito bem.

Homens não podem entrar nas salas em redes públicas, ficam na espera. Creio que seja porque existem outras mulheres em leitos ao lado e isso poderia causar algum constrangimento para elas, pois somos separadas apenas por algumas cortinas. Só somos retiradas de lá quando alcançamos o limite almejado de dilatação e vamos para a sala de parto para ter o bebê. Minha irmã e minha sogra ficaram comigo. Elas se revezavam para dar notícias ao meu marido.

Quando finalmente cheguei aos 9 cm de dilatação fui levada a sala de parto e os médicos me instruíram no que fazer, sempre com muita paciência e elogiando o meu desempenho. Pedi para o médico que estava conversando comigo segurar a minha mão e assim ele o fez. Quando Anthony nasceu foi um momento lindo! Toda a equipe me parabenizou pelo garotão. Minha sogra saiu correndo para avisar ao meu marido e a minha irmã que finalmente Anthony tinha nascido. E os três ficaram pulando em círculos pelo hospital! rs

Agradeci imensamente a equipe, foi o dia mais feliz da minha vida sem sombra de dúvidas! O médico que segurou a minha mão me visitou e disse que eu tinha um meninão lindo e saudável.

Sobre o parto normal, é verdade, dói sim, mas foi exatamente como o meu obstetra tinha falado pra mim. Pretendo ter outros filhos e todos nascerão de parto normal.

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