Conhecida como sarna humana, muitas pessoas ficam encabuladas de afirmar que foi diagnosticado com a escabiose. Primeiro, temos que desmistificar a doença: ter sarna não é necessariamente um sinal de má higiene. Muitas vezes, de forma ingênua, nós usamos uma roupa que estava lavada, porém guardada há mais tempo sem perceber que pode haver uma colônia de ácaros lá pronta para se alocar na nossa pele.

A escabiose é uma infecção transmitida entre pessoas através de contato mais próximo, como contato de pele, uso compartilhado de lençóis, toalhas e roupas. Os casos mais habituais são entre familiares que vivem na mesma casa.

O contato entre crianças e adolescentes na escola não costuma ser próximo o suficiente para causar a transmissão, o que de modo algum significa que não haja risco. O ideal nas escolas é que cada aluno tenha seu fardamento, não compartilhe fantasias, lençóis e almofadas para dormir, sem que essas sejam lavadas com água quente e esterilizadas com o uso do ferro de passar. Do mesmo modo, um simples aperto de mão ou um rápido abraço não costumam ser suficientes para haver transmissão, mas devemos tomar cuidado.

Animais, como cães e gatos, também podem ter sarna, mas o ácaro que os infecta é diferente, tornando a transmissão para humanos pouco comum. Quando ela ocorre é geralmente em animais realmente infestados de ácaro. Todavia, como o homem não é o hospedeiro habitual da sarna canina ou felina, o ácaro não se reproduz e a infecção dura apenas alguns dias (o tempo de vida do ácaro).

Principais sintomas e tempo de incubação

O período médio de incubação da sarna é de cerca de 6 semanas. Porém, nos pacientes reinfectados, os sintomas podem surgir em apenas 24 horas. Uma pessoa contaminada é capaz de transmitir a sarna, mesmo que ainda esteja sem sintomas, no período de incubação.

O sintoma clássico da escabiose é uma coceira distribuída indefinidamente pelo corpo, que costuma ser mais intensa à noite. As lesões típicas da escabiose são pequenos pontinhos ou bolinhas com relevo avermelhadas, de 1 a 3 mm de diâmetro. às vezes, são tão pequenas que podem passar despercebidas ou camufladas pela coceira, especialmente se há mosquitos no ambiente em que é frequentado.

Os locais mais envolvidos são as mãos (principalmente entre os dedos), pulsos, cotovelos, axilas, mamilos (especialmente em mulheres), áreas ao redor do umbigo, genitália (especialmente em homens), joelhos, nádegas, coxas e pés. As costas são habitualmente poupadas e a cabeça, palmas e solas só costumam ser acometidas em crianças – lembrando que não é via de regra, as lesões e coceira podem sim aparecer em qualquer parte do corpo, dependendo da gravidade da infecção.

Riscos e sarna crostosa

Na maioria dos pacientes com sarna, o número total de ácaros presentes não costuma ultrapassar uma centena. Após um aumento exponencial no início da doença, o sistema imunológico do paciente consegue frear a multiplicação, mantendo a sua população mais ou menos estável.

Em pacientes com alguma fraqueza do sistema imunológico, os ácaros podem conseguir se multiplicar indefinidamente, chegando a alcançar uma população de mais de um milhão em alguns casos. Esta super infestação é chamada de sarna crostosa ou sarna norueguesa, que é a forma mais grave da escabiose.

Os pacientes com maior risco são os bebês muito novinhos, os idosos ou os portadores de problemas, como, hanseníase, linfoma, síndrome de Down ou outras doenças que provoquem alterações do sistema imunológico.

Tratamento

As duas opções mais utilizadas para o tratamento da escabiose são a medicação via oral e o uso de loções ou cremes tópicos que ajudam a eliminar os ácaros da pele.

É importante lembrar a pessoa infectada com o ácaro da sarna costuma demorar até 6 semanas para apresentar sintomas. Por isso, o tratamento também é recomendado para os membros da família e contatos sexuais, mesmo que estes não estejam aprestando sintomas da escabiose.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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