maroca lendo p bonecas

Pois é, agora começa meu tormento. Fizemos ( eu e meu marido), questão  nesses 2 anos e 8 meses de nascimento de Maroca, de que  quando ela não estivesse com nós dois  ao mesmo tempo,  tivesse pelo menos com um de nós. Quando nenhum pudesse, que ela ficasse com alguém que ela amasse e que a amasse também, geralmente uma das tias, a avó. Conseguimos até agora, mas, por mais que tentássemos adiar a ida dela a escola, no próximo ano ela terá que ir. Aí, mora toda minha angústia atualmente, no local que ela ficará sozinha (sem nós), com quem ela não conhece e com quem não conhece ela.  Sei que para muitos, parece exagero, pode até ser, mas sinto isso todos os dias, cada minuto desde que percebi o óbvio: ela vai mesmo à escola!

Mãe de primeira viagem, mãe apegada sente diferente? Todo mãe passa por isso? Creio que sim! Sei que será bom para ela se socializar com outras crianças, aprender coisas novas, conviver com o diferente. Longe de mim privá-la disso, mas como eu fico? Como eu fico o dia todo imaginando como ela tá? Ela é super carinhosa e não tem defesa contra crianças que batem e mordem. E se a machucarem? E a professora, será que saberá lidar com ela? Sei que não terá tratamento diferente (nem eu quero), pois são tantos, mas será que irá, pelo menos, ouví-la? E se ela cair? E se adoecer? E se sentir-se só? Mas, também corre o risco de se divertir. De gostar. Espero que sim.

            Sabe, o ideal era haver escolas que os pais pudessem integrar seus pensamentos, seus métodos e os professores seguissem a mesma maneira, mas sei que é pedir demais. O que farei, depois de escolher uma escola que mais se assemelhe as minhas concepções. Conversarei muito com diretores, supervisores e professores, tirarei todas as minhas dúvidas e explicarei minhas expectativas. Paralelo a isso, noções de jiu-jitsu, karatê, judô a Maroca (risos), brincadeirinha, não vejo a escola como o lugar de lutas, pelo menos não esse tipo, mas não sou a favor de algumas posturas arcaicas, que na verdade, nem sei se está em vigor ainda, pois faz muitos anos que saí da educação infantil, mas são: colocar a criança de castigo, repetir frases no quadro, pôr para fora da sala de aula, ficar sem o recreio… Espero que tenham sido abolidos, mas eu já passei por eles e não são bons.

       criança e tinta

Espero que os professores tenham um mínimo de noção de pedagogia, conheçam como funciona a aprendizagem e o desenvolvimento biopsicossocial de crianças tão pequenas e ainda, que saibam a grande responsabilidade de ter crianças para instruírem. Acima de tudo, nas pesquisas que estou fazendo e visitas a escolas, além do preço, quero sentir algo mais, algo especial, pois mãe tem parabólica para captar energias. Hoje, vemos tantas coisas que acontecem dentro das escolas com pequenos, que poderiam ser nossos, que não é suficiente visitar, mas também conversar com pais que têm filhos da mesma idade matriculados lá. Procurar saber sobre incidentes costumeiros, reclamações mais frequentes, se as crianças gostam. Acho que nessa fase o rigor maior é a brincadeira, a diversão. Criança aprende brincando, com prazer e amor.

            Ainda não escolhi a escola, mas estou tentando. Maroca já visitou algumas e se mostra interessadíssima, vamos ver no que dá.

 

 

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente.
É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada.
Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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