foto: www. photl.com
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Pois é, mais um ano e nesse ano, muitos minutos, horas, semanas e meses. Coisas ruins e muitas coisas boas, que ultrapassaram as ruins.

Sempre achei que quando fosse adulta teria capacidade de ter respostas, por isso lia, por isso escrevia, por isso pesquisava. Mas, quando você cresce, e especificamente, quando se torna MÂE, você percebe… você, finalmente, percebe que não sabe nada. Acho que estou meio nostálgica, meio questionadora hoje. Talvez seja a possibilidade de ficar mais velha e menos esperta a cada dia.

Sou socrática toda, pois acredito piamente, que minha sabedoria é limitada a minha ignorância. “ Só sei que nada sei”, mas não sei se ele (Sócrates), chegou a essa conclusão depois de ter filhos. Eu sim! Por que isso? Você pode pensar e eu respondo com uma outra pergunta: Não teve nada que você imaginou que seria do mesmo jeito e jamais foi igual(para o bom ou para o ruim), depois de ter filhos?? Vejamos:

  • Seu corpo voltou ao normal como achou que voltaria? O meu não! (Eu tinha certeza que voltaria a ser o igual);
  • Você tornou-se aquela mãe fashion, cuidada, sarada, que onde passa todo mundo se surpreende por você ser mãe? Eu não! (às vezes, é quase impossível lavar, hidratar os cabelos e pintar as unhas tudo num mesmo dia);
  • E sua casa? Sempre pronta para receber visitas? A minha não! (às vezes, tenho a sensação que estão testando mísseis lá.);
  • Seu programa favorito tem acompanhado? As series? Que filme está em cartaz nos cinemas? Eu não vejo nada além de Peppa, Dora, Doki, Mister maker, Hi 5 e outros programas infantis.
  • E a intimidade? Banheiro sozinha? Filminho a dois? Dormir de conchinha? (risos). (às vezes, minha pequena entra no banheiro, que raramente, fecho a porta, de uma maneira tão abrupta, que peço que é o BOPE invadindo a casa).

eu e maroquinha

E eu não sabia nada disso antes de ser mãe, pensei que só teria um bebê, mas na verdade, ela (maroca), que me tem. Mas não estou reclamando, nasci para ser mãe. Vegetei na vida até antes de tê-la.

Nunca pensei que fosse ter satisfação em tão pequenas coisas: gargalhadinhas e traquinagem (ela está bem de saúde); roupas e calçados perdidos (está crescendo normalmente); tagarelando o tempo todo (desenvolvimento normal). Tantas coisinhas que rimos e agradecemos a Deus por compartilhar aquilo. Muitas vezes, me pego olhando para ela dormir e orando em silencio pelo seu bem, pela sua proteção.

Bem, os anos passam, os aniversários se acumulam. Já tive expectativas de receber presentes, fazer festas, reunir amigos… Hoje, apesar dela achar que não é meu presente, talvez porque associe a um pacote colorido e asfixiante. Maroca é meu melhor presente de todos os tempos.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente.
É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada.
Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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