post pati

Dizem que as mulheres quando se tornam mães, sobem um degrau na criação, tornam-se seres celestiais. Elas experimentam um amor em suas proporções mais elevadas, condensam em si sentimentos lindos em relação a outro ser humano (seu filho), são capazes das maiores renúncias e sacrifícios pelo bem dele, anulam-se por esse amor.  Havia um clamor dos anjos para que as mães tivessem asas. Diziam: – Senhor, imagina como seria mais fácil para elas. Voltariam mais rápido de suas jornadas para suas crias, estariam sempre por perto deles ou poderiam vê-los de longe, era só subir bem alto.

            Havia uma mãe que eles usavam como exemplo, essa mãe trazia em si os melhores dos sentimentos, o amor verdadeiro pelo seu bebê, o centro do seu mundo. Pedia a Deus, todos os dias: – Senhor, o que tiveres reservado para meu bebê, se o fizer sofrer, faz a mim! Viajava horas, travava jornadas diárias para garantir o alimento e o bem-estar do seu bebê, e quando precisava voltar, ela sofria tanto querendo voltar mais rápido e sempre desejava TER ASAS para voltar mais rápido para os braços do seu bebê.  Em uma dessas jornadas de retorno, o seu coração de mãe estava mais apreensivo e dolorido, quando ela se aproxima de casa ver seu bebê em perigo. Uma ave voava para pegá-lo, ela estava longe, nada podia fazer, mas fez. Ela correu, correu o mais que pode, no seu coração ela não conhecia alternativa, tinha que salvar seu bebê, seu corpo age impulsivamente, mas sua mente vai ao Pai, eleva-se, relembra sua oração diária. Nesse momento ela sente que seus pés não tocam o chão, e que assume uma velocidade que nunca provara. Chega a tempo, abraça seu bebê e o põe embaixo de seu instrumento alado. Ela agora tem asas!

             A estorinha é só uma maneira de ilustrar o quanto eu gostaria de ter asas e voltar para casa voando rápido, depois de um dia de trabalho, sem nada me impedir, me atrapalhar de correr para os braços da minha filha, que fica com meu coração.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente. É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada. Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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