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Gente, como mudamos depois que temos filhos, né!? E não falo só do corpo que parece que fica meio sem combinar com nada… Não combina com aquele jeans que a gente gostava, não combina com aquela blusa decotada ou o shortinho que arrancava suspiros. Mudamos nossos gostos, opiniões. Ficamos mais tolerantes, o nível de exigência baaaaixa. O que antes não suportávamos ver, tipo: casa desarrumada, hoje, fica em segundo plano. Aquele seriado que não perdíamos um capítulo, hoje vira questão de analisar as prioridades. Tudo vira questão de prioridades. É prioridade para você aproveitar que bebê dormiu e descansar também porque, provavelmente, ele acordará durante a madrugada, dar uma arrumadinha na casa, fazer comida para o da seguinte, estudar, namorar um pouco, ou assistir o danado do seriado? Possivelmente, o seriado será deixado em segundo plano, esquecido, e quando você tiver um tempinho de assistir, já não vai entender mais nada.

Relaxe, você vive sua própria serie hollywoodiana, com todas as surpresas, tramas e dramas de ter um bebê em casa.  Se antes, uma pessoa para trabalhar em sua casa tinha que fazer comida, lavar, passar, engomar, ter mania de limpeza, hoje, só precisa cuidar do seu filho direitinho, ter amor por ele, que você faz até brigadeiro para ela quando esta estiver na TPM, e engole sapos e até bichos maiores.

E as musicas?
Sempre gostei muito de ouvir musica, mas, hoje quando ponho um CD, escuto: – Mamãe, co có. Aí já viu, né!?  A prioridade é dela. Mas, vamos ter tempo de ouvir muita coisa juntas. Falando sobre música agora, lembrei que quando estava grávida comecei a ler sobre musicalização, coloquei na minha cabeça que Maria só iria ouvir clássicos, além disso: palavra cantada, Toquinho, Calcanhoto… E escutou, por um certo tempo só esse tipo de música, até começar a ouvir outras coisas nas festas, na casa dos tios, na casa da avó. Hoje, ela cantarola “a história do cocó” da Turma do co co ri có, (que é muito bom), e grita alto e dança de euforia quando o lobo aparece de trás das arvores para pegar os três porquinhos. Sou bem menos exigente agora. Já não ouço e nem assisto nada que não seja infantil, até os programinhas de fim de semana são relacionados a minha pequenininha. Mas, acho que o melhor é nos divertirmos com eles, usufruirmos da empolgação deles. Sermos felizes com seus momentos. Como sou menos exigente agora, me divirto com tão pouco e sou tão mais feliz.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente. É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada. Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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