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Até os seis meses de vida o bebê não precisa de nenhum outro alimento, para crescer e se desenvolver, além do leite materno. Mas, muitas vezes, a mãe não consegue produzir o leite necessário para o recém-nascido, por causa de um parto prematuro ou problemas de saúde. Por causa disso, essas mães e bebês precisam do auxilio de outras mães que doam o leite materno.

Na Rede Municipal de Saúde, o Banco de Leite Zilda Arns, que funciona no Instituto Cândida Vargas (ICV), ajuda a beneficiar principalmente os recém-nascidos prematuros, de baixo peso e que estão internados em Unidades de Terapia Intensiva, Unidades de Cuidados Intermediários e Método Canguru. Mas como o número de doações recebidas nesta época tem sido bastante inferior, o estoque do Banco está em baixa e isso tem preocupado os profissionais da maternidade.

Atualmente, o Banco de Leite Zilda Arns possui 15 doadoras internas e 20 doadoras externas. A coleta está em torno de 35 litros mensais. Com essa média é possível nutrir apenas 140 bebês, tendo um consumo médio de dois litros por dia. Um número muito baixo, segundo a coordenadora do Núcleo de Educação Permanente em Aleitamento Materno (Nepam), Bruna Grasiele.

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“No momento nossa necessidade está sendo muito maior do que temos para ofertar, ou seja, nosso consumo está sendo maior do que o nosso coletado. Estamos tendo que entrar na nossa reserva já que bebês não param de nascer e precisam ser alimentados”, comenta Bruna Grasiele.

Devido ao baixo estoque de Leite Humano no Banco de Leite Zilda Arns, o ICV convoca e orienta as mães para a importância da doação de leite materno. “Apesar das campanhas e da mobilização social nosso número de doação e de doadoras tem caído bastante o que nos preocupa já que o número de nascimento de bebês prematuros tem aumentado, mais uma vez fazemos um apelo para que as mamães que estejam em condições sejam doadoras” diz a coordenadora do Nepam.

“É de extrema necessidade que as mulheres se sintam a vontade para serem doadoras e entendam que quando doam estão ajudando a salvar a vida de uma criança já que o leite produzido pelo organismo da mãe sacia a criança, pois possui a quantidade adequada de carboidratos, proteínas, gorduras e água, entre outros elementos para o desenvolvimento e proteção que o recém-nascido necessita. É importante destacar também que quando a mulher amamenta ela está estimulando seu organismo a produzir mais leite, ou seja, não é porque ela é doadora que vai faltar para o seu filho, pelo contrario, ela aumentará a produção” explica Bruna Grasiele.

Nutrientes – Nos primeiros dias após o parto, a mãe produz, em quantidades menores, um leite mais amarelado e mais grosso chamado de colostro. Depois de algumas semanas as mães começam a produzir o leite maduro, esse leite se apresenta com aspecto e composição diferentes do colostro, e contém proteína, lactose, vitaminas, minerais, água, gordura, todos os nutrientes que a criança necessita para seu crescimento e desenvolvimento até os seis meses de idade. Há também no leite materno vários componentes imunológicos que protegem a criança de inúmeras doenças.

Coleta e doação – Para ser doadora, a mulher deve estar com os exames atualizados e não possuir nenhuma doença transmissível.

O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias. Após realizar a higiene das mãos, antebraços e seios, a mãe deve realizar uma massagem suave e circular nas mamas. Em seguida colocar os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama), firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo, comprimindo suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair. É preciso desprezar os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.

Armazenamento – Antes de ser preenchido com o leite, o recipiente deve ser lavado com sabão neutro e esterilizado em água quente por 15 minutos. Depois de colocado o leite, a doadora deve identificar o pote com seu nome, dia e hora da coleta e armazená-lo no congelador ou freezer. Na próxima vez que for retirar o leite, utilize outro recipiente esterilizado. O leite pode ficar armazenado no congelador por até 15 dias.

Recipiente – Os frascos utilizados como embalagem para leite humano ordenhado devem ser de vidro, boca larga, tampa plástica rosqueável, com volume de 50 ml a 500 ml, como os vidros de café solúvel e maionese, já que seguem as normas e pré-requisitos da Anvisa e Fiocruz para vidros de coleta de leite humano.

Para que a doação seja recolhida, as doadoras devem entra em contato com o Banco de Leite Zilda Arns, localizado no Instituto Cândida Vargas (ICV), que enviará uma equipe especializada à casa da doadora para fazer o recolhimento da doação. O telefone para contato é o 3015-1555.

Método Canguru – Criado na Colômbia em 1979, o método Mãe Canguru é um modelo de assistência humanizada que atende, em sua maioria, as mães de recém-nascidos prematuros e de baixo peso, voltado para a melhoria da qualidade do cuidado. O bebê fica agarrado com sua mãe, pele a pele, durante a maior parte do tempo.

No Instituto Cândida Vargas (ICV), o método foi implantado há 15 anos, sendo a primeira maternidade na Paraíba a aderir à assistência humanizada para as mães dos bebês. Em maio deste ano, o Ministério da Saúde emitiu uma certificação atestando o ICV como Centro de Referência Estadual para o Método Mãe Canguru.

Instituto – No ICV são realizados aproximadamente 700 partos ao mês, filhos de usuárias de todas as partes do Estado. Referência em maternidade na Paraíba e considerado como um dos melhores hospitais na área no Nordeste, o instituto oferece desde acompanhamento pré-natal até um banco de leite, para os casos da mãe não conseguir amamentar.

Além de trabalhar na realização do parto, o ICV integra uma série de cuidados com a mãe e o recém-nascido. Para as mães que desejam ter seu filho de forma natural, há um programa de acompanhamento e preparação para o parto normal. Uma equipe com fisioterapeutas e psicólogos informa a mãe sobre pré e pós-parto e oferece um curso de primeiros cuidados com o bebê.

 

 

Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing e comunicação e, além do Mãe do Ano, é responsável pelo Roteiro Baby JP, que divulga a programação infantil de João Pessoa, é presidente da Associação das Mulheres empreendedoras da Paraíba, tem uma banda de músicas infantis – a Catavento Colorido – e desenvolve atividades para crianças através da Colmeia Projetos Criativos.

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