O primeiro ano de vida é muito intenso para a criança. Ela está se desenvolvendo rápido e suas necessidades alimentares mudam bastante nessa fase. A primeira mudança mais significativa nesse período é a recusa. Pode ser que dias antes ela tenha devorado um prato de sopa de legumes com muito gosto, e hoje esteja choramingando e cuspindo sopa para todo lado. Ou come superbem no jantar, mas no almoço trava a boca e não aceita nada.

Esse comportamento é mais que normal. Um dos motivos para tamanha inconstância são as mudanças no ritmo de crescimento. É normal os bebês rechonchudos começarem a “afinar” depois de 1 ano, e isso não é ruim. O bebê costumava apenas ficar sentado, ou engatinhar. Com o primeiro ano completo, não demoram a andar e correr, aumentando o gasto de energia e justificando essa “afinada”.

Nessa fase, a criança está tão preocupada em explorar o mundo que não sobra interesse para pensar em comida. Ofereça lanches nutritivos várias vezes durante o dia, em vez de dar um pratão na hora do almoço. É importante lembrar que o estômago da criança ainda é pequeno, se ela não está tão interessada na comida quanto você gostaria, é necessário ter paciência. Tente não se preocupar tanto, pois seu filho vai acabar comendo o suficiente para se manter. Ele não vai morrer de fome, acredite nisso.

O prato já pode ser o mesmo do resto da família – nada de comida feita exclusivamente para o bebê, a não ser que a comida da família seja muito apimentada ou tenha aditivos fortes que possam gerar alergias, como páprica e curry, por exemplo. O paladar da criança está se formando e é uma ótima fase para iniciar a boa educação alimentar. Vale a pena expor as crianças apenas aos sabores mais suaves, naturais e frescos, em vez de acostumá-los a temperos fortes, artificiais e doces – o açúcar, aliás, deve ser restrito até 2 anos.

Os especialistas recomendam o leite materno até pelo menos 2 anos, portanto você pode continuar amamentando, mesmo que com ritmo e frequência diferentes. Não se sinta pressionada a desmamar e respeite o seu tempo, assim como o do seu filho. Porém, procure oferecer entre 350 e 450ml de leite por dia, não mais do que isso. O excesso de leite não vai deixar espaço para outros alimentos, que possuem nutrientes igualmente necessários.

Procure sempre incluir frutas e vegetais junto aos alimentos favoritos, para estimular uma dieta variada e mostrar que eles também fazem parte das refeições. Faça bastante festa quando seu filho demonstrar que gostou de algum alimento. Conte para todo mundo como ele comeu bem, e ao mesmo tempo continue oferecendo novidades.

Uma ótima dica é enfeitar as coisas. Diga que vai dar à criança um delicioso milk-shake, por exemplo, e prepare uma vitamina de iogurte gelado e frutas frescas; Misturando um pouco de beterraba ou espinafre no arroz, você consegue a “mágica” de fazer arroz cor-de-rosa ou arroz verde (acreditem, comigo a comida verde do Hulk ajudou muito nessa fase!). Com chuchu ou couve-flor, você pode fazer um suflê com um pouco de queijo ralado, por exemplo (olha a receita de suflê de chuchu que passei aqui!).

Envolva a criança na preparação da comida, permitindo que ela escolha ingredientes ou até ajude você a misturar alguma coisa. É mais provável de ela dar uma chance a algo que tenha ajudado a fazer. Ao incluir seu filho nas refeições à mesa com os adultos e crianças maiores, ele vai perceber que existe hora definida para as refeições, o que é uma forma muito eficaz de discipliná-lo.

A partir de 1 ano e meio, pode inserir carne de porco, tofu, fígado e miúdos, além de comidas mais incrementadas como lasanha, estrogonofe e torta de frango. No entanto, não ofereça muitos tipos de comidas novas ao mesmo tempo, para poder ficar de olho em possíveis reações alérgicas. E, como os engasgos ainda são um risco, sempre tenha um adulto supervisionando o horário da refeição.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

1Pingbacks & Trackbacks on Guia da Alimentação Infantil: 1 a 2 anos

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Comment *