Quando eu era pequena, uma das coisas favoritas do meu avô era mexer nos álbuns de fotos antigos. Ele mostrava a semelhança que eu tinha com a minha mãe, contava muitas histórias de carnavais, Natais e dias aparentemente comuns no terraço de casa. O que deixou tudo especial? As fotos não deixaram que ele se esquecesse desses belos momentos – esses que ele pôde passar geração após geração.

Minha mãe, em 1973.

Quando comecei a fotografar, era apenas um hobby. Meu pai tinha uma câmera analógica e desde o início da vida adulta registrava de forma muito singela as paisagens e os momentos da vida dele, primeiro sozinho, depois com a minha mãe e então em família.

Minha mãe e eu, em 1988.

Nem de longe passou pela minha cabeça que eu iria um dia partir para o lado profissional da fotografia. Não é fácil dividir-se entre duas profissões (nutricionista e fotógrafa), além de ser mãe e dona de casa (alguém diz um amém quando eu afirmo que serviço de casa e de mãe nunca acaba?), mas a fotografia é uma arte belíssima, sobretudo quando temos a oportunidade de registrar de forma tão emocionante pessoas em momentos tão mágicos das suas vidas.

Eu e minha mãe, em agosto de 2016.

Percebo que hoje, na Era da Tecnologia, das redes sociais, dos smartphones e tablets, muitos clientes me procuram atrás de pacotes digitais, em vez de optar por receber as fotos impressas. Quando posso, eu faço um agrado e dou de presente uma foto revelada, num quadro ou num cartão. E a reação dos clientes ao receber a foto impressa é sempre sensacional. Digam o que quiserem os gurus da tecnologia, a imagem palpável é outro nível de emoção.

No final de 2017 eu fiz o primeiro ensaio exclusivamente familiar, em estúdio. Vieram pessoas de vários lugares do Brasil, tive a oportunidade e a honra de fotografar quatro gerações dessa família e o resultado me deixou muito feliz. Não só pela reação da cliente quando recebeu as fotos, mas também de sentir que toda aquela família teria o que eu tive: lembranças que passarão de geração a geração.

Registro de Dezembro de 2017 – uma família especial em 4 gerações.

Meu conselho? Tirem fotos. Revelem fotos. Montem álbuns físicos, palpáveis, que não vão sumir se seu celular for perdido ou se seu HD resolver pifar de vez. Seus filhos, netos, bisnetos e talvez até outras gerações futuras poderão ser muito gratos por isso um dia.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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