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Quando se descobre que está grávida, começa uma longa bateria de exames, por isso, resolvemos fazer uma apanhado do que deve ser feito para monitar desde o início e fazer com que tudo corra bem, mas vamos por fases, de acordo com o trimestre.

No primeiro trimestre de gravidez, os exames são:

  • Ultrassom Transvaginal: deve ser realizado assim que o resultado positivo é conhecido. O objetivo desse exame é confirmar a gravidez e verificar se a localização está correta – uma gravidez ectópica (nas trompas), por exemplo, é inviável. O médico também poderá ver o número de embriões e estabelecer a idade da gestação, dado importante para calcular a data provável do parto e acompanhar se o desenvolvimento do feto está coerente com sua idade uterina.
  • Hemograma total: esse exame investiga possíveis alterações que podem prejudicar a gravidez ou o bebê. Quando algo é detectado – infecções ou anemia, por exemplo – é necessário tratar com medicamentos adequados.
  • Tipagem sanguínea: confirma o tipo sanguíneo da gestante e mostra qual o fator Rh (negativo ou positivo) do sangue. Isso é importante pois quando a mãe possui Rh negativo e o pai Rh positivo significa que o filho poderá ter Rh positivo e ser incompatível com a mãe. O bebê não corre riscos em uma primeira gravidez. Mas, após o parto, o organismo materno reconhecerá o sangue Rh positivo como inimigo. Nas próximas gestações, caso o bebê seja Rh positivo, fará o organismo materno produzir anticorpos que irão lhe causar problemas como anemia e deficiência mental. Para prevenir, a gestante com Rh negativo deve receber uma vacina específica na 28ª semana e nas primeiras 72 horas depois do parto. Grávidas com Rh negativo em sua segunda gestação devem fazer o exame Coombs Indireto, que detecta a presença dos anticorpos.
  • Sorologia para Rubéola e Toxoplasmose: caso a gestante já tenha apresentado estas doenças (rubéola ou toxoplasmose), estará imune. Caso contrário, ela receberá orientações de como evitá-la. Se a grávida não teve rubéola, mas foi vacinada anteriormente não deve se preocupar. Quem não foi vacinada não pode receber o medicamento nesse momento. Essas doenças podem prejudicar seriamente o desenvolvimento do bebê. Há tratamento para toxoplasmose durante a gestação, o que pode reduzir a chance de acometimento fetal, por isso a importância do diagnóstico.
  • Sorologia para Citomegalovírus e para Sífilis: as duas doenças podem ser transmitidas para o bebê e prejudicar seu desenvolvimento. Quando o resultado é positivo, o recém-nascido também será investigado e medicado. No caso da sífilis é possível cuidar da grávida, que será tratada com penicilina ou outra droga se for alérgica. Sobre a infecção do Citomegalovírus, também há a possibilidade de tratamento intrauterino.
  • Sorologia para Hepatite B e HIV: o objetivo desse exame é detectar a presença dos vírus que as causam e, em casos positivos, prevenir que a doença passe para o bebê, prejudicando seu desenvolvimento através de medidas específicas na hora do parto.
  • Tolerância à Glicose: o exame detecta o diabetes, problema que pode prejudicar o desenvolvimento do bebê e o organismo da grávida quando não controlado. Caso tenha diabetes, a gestante receberá orientações sobre mudanças na alimentação e medicamentos. Quando o resultado é negativo, o exame é repetido por volta da 24ª semana ou se houver alguma suspeita.
  • Tireoide: o exame verifica o funcionamento da tireoide através das dosagens dos hormônios específicos e também auxilia a adequar a dosagem do medicamento no caso de mulheres que já estão em tratamento. Tanto o hiper quanto o hipotireoidismo, os dois problemas mais comuns, prejudicam a gestação quando não controlados.
  • Urina 1 e Urocultura: esses exames detectam infecções que podem causar problemas na gestação e até partos prematuros. Esses exames serão repetidos nos próximos trimestres ou se houver alguma suspeita de infecção.
  • Parasitológico de Fezes: é realizado para detectar protozoários e verminoses que causam anemia materna.
  • Papanicolau: o médico poderá solicitará o exame caso a mulher esteja a mais de dois anos sem fazê-lo. O objetivo é investigar câncer no colo do útero e infecções.
  • Ultrassom Morfológico do 1º Trimestre: realizado entre a 11ª e 14ª semana, avalia o desenvolvimento do bebê e possíveis malformações. Nele é realizada a Translucência Nucal, a medida de uma prega localizada na nuca do feto. Tal medida, quando fora dos padrões, pode apontar o risco do bebê ter Síndrome de Down. Quando ele é associado ao OSCAR, um exame de sangue que dosa a Proteína Plasmática Associada à Gravidez (PAPP-A) e a Beta Gonadotrofina Coriônica Humana (BHCG), aumentam as chances de acerto no diagnóstico.

FONTE: Albert Einstein

Mariana é paraibana, mas vive atualmente em Aveiro - Portugal. Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing, comunicação e eventos. É fundadora do Mãe do Ano e, além dele, é responsável pelo Roteiro Baby Aveiro, que divulga a programação infantil na cidade de Aveiro.

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