A síndrome de burnout é uma consequência do acúmulo excessivo de estresse no ambiente profissional. Trabalhos muito competitivos ou com muitas responsabilidade acabam tornando o dia-a-dia em um sacrifício que envolve sofrimento psicológico e problemas físicos, como crises de ansiedade e pânico, depressão, desconfortos gástricos e intestinais, cansaço excessivo, dores de cabeça ou tonturas.

Uma vez que esta síndrome pode resultar em um estado de depressão profunda, é muito importante adotar medidas para evita-la, especialmente se já estão começando a surgir os primeiros sinais de excesso de estresse. Nestes casos, é extremamente importante consultar um psiquiatra e um psicólogo, para aprender a desenvolver estratégias que ajudam a aliviar o estresse e a pressão constantes, além de encontrar a melhor forma de tratar casos que já tenham levado à depressão.

Identifique os primeiros sinais e sintomas

Sentir estresse e falta de vontade para sair da cama é comum e pode acontecer com todo mundo, porém, quando esses sentimentos estão presentes quase todos os dias, é a hora de investigar. Geralmente, os sintomas começam de forma muito lenta, vão piorando e, por isso, é possível que de início não seja algo notável. Com o tempo, os sintomas vão se apresentando de forma intensa e até debilitante. Outros sintomas incluem:

 

  • Sentir-se cansado e sem energia com muita frequência;
  • Sentir dor de cabeça frequente;
  • Alterações no apetite;
  • Dificuldade para pegar no sono;
  • Ter sentimentos constantes de fracasso e insegurança;
  • Sentir-se derrotado e sem esperança;
  • Ter crises de ansiedade e pânico;
  • Dificuldade para cumprir com responsabilidades do trabalho;
  • Vontade de desistir do trabalho, mesmo que goste da profissão;
  • Vontade de se isolar dos outros.

Cuidados e tratamentos recomendados

O tratamento para a síndrome de burnout deve ser orientado por um psicólogo, mas normalmente é recomendado que a pessoa tire umas férias, faça atividades relaxantes e evite o excesso de trabalho, reorganizando os objetivos mais exigentes.

Porém, caso os sintomas se mantenham, o psicólogo pode recomendar um psiquiatra para iniciar a ingestão de remédios antidepressivos ou ansiolíticos para guiar o paciente a sair do quadro depressivo, ansioso e exaustivo que o burnout gera.

Prevenção

Sempre que surgem os primeiros sinais de burnout é importante focar em estratégias que ajudam a reduzir o estresse, como:

  • Definir pequenos objetivos na vida profissional: quando criamos expectativas muito altas e, por qualquer motivo que seja, acabam não se realizando, a frustração pode agravar o quadro de tristeza, desesperança, impotência e cansaço;
  • Participar de atividades de lazer com amigos e familiares: certamente quem sofre de burnout já recusou inúmeros convites para sair de casa por sentir-se extremamente drenado de energia. Porém, estar ao lado de pessoas queridas ajuda a renovar essas energias;

  • Fazer atividades que fujam da rotina diária: como ir ao parque ou à praia, comer num restaurante ou lanchonete diferente, assistir a um bom show ou ir ao cinema, fazer uma viagem curta no final de semana. Respirar novos ares e criar bons momentos;
  • Evitar o contato com pessoas negativas que estejam constantemente reclamando dos outros e do trabalho: Quando estamos rodeados de pessoas muito negativas, começamos a pensar negativamente ou absorver essa tensão e estresse, o que contribui para que passemos inconscientemente a repetir esse comportamento;
  • Conversar com alguém de confiança sobre o que está sentindo: se fechar no lado negativo das coisas o tempo todo não faz bem a ninguém – tendo burnout ou não. Mas às vezes precisamos sim desabafar. Uma vez que colocamos para fora aqueles sentimentos, somos tomados pela sensação de alívio e gratidão, por perceber que podemos contar com aquela pessoa.

  • Fazer exercícios físicos, como caminhada, corrida, dança, luta, andar de bicicleta ou ir à academia por pelo menos 30 minutos por dia também ajuda a aliviar a pressão e aumenta a sensação de bem-estar. Por isso, mesmo que a vontade para fazer exercício seja muito reduzida, deve-se insistir.

Vivemos numa rotina desgastante, e toda profissão pode nos levar a um burnout em algum momento da vida. Entre o meio do ano passado e o começo desse ano, fui eu. Mas pode ser você, seu amigo, sua mãe, seu noivo, sua vizinha, seu primo… Podemos sim ter síndrome de burnout trabalhando com algo que muito amamos. O conselho que posso deixar para vocês é: sejam gentis. Encorajem-os a procurar ajuda profissional. Cuidar da nossa mente e do nosso corpo é essencial para que possamos ter uma vida saudável e exercer nosso papel no mundo.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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