O combate ao analfabetismo é uma das metas mais importantes para a educação no Brasil, que ainda tem cerca de 11,8 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. Os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2016 mostram que esse número representa 7,2% da população de 15 anos ou mais.

Imagem: Página 1 Comunicação

A Educação de Jovens e Adultos pode ser uma esperança na busca pela erradicação do analfabetismo. O número de matrículas nessa modalidade aumentou 4% de 2016 para 2017, de acordo com o Censo Escolar da Educação Básica 2017. Na Uninter, o EJA é disponibilizado no formato à distância, para alunos que não concluíram o Ensino Médio. “Dessa forma o aluno pode voltar a estudar e ao mesmo tempo continuar trabalhando e sustentando sua família”, explica a coordenadora Maria Tereza Cordeiro.

O curso tem duração de 18 meses, com carga horário total de 1.200 horas, mas é possível solicitar aproveitamento de estudos caso o aluno já tenha concluído algumas disciplinas. Com um ambiente virtual acessível, os estudantes podem interagir e tirar dúvidas com professores e colegas.

Histórias que emocionam

Erimeide Cabral de 56 anos está realizando um sonho: terminar os estudos. Ela e seus dez irmãos nasceram e foram criados no circo, viajando constantemente pelo Brasil. “Em cada lugar que a gente se apresentava, íamos para a escola, mas apenas como alunos ouvintes. Quando as coisas ficaram mais difíceis, paramos de estudar”, conta a aluna do Centro Universitário Internacional Uninter.

Durante muitos anos, Erimeide foi reconhecida como analfabeta por não ter meios de comprovar sua escolaridade. Apenas depois de adulta conseguiu a certificação para o primário e logo correu para conseguir seu diploma do ensino médio. “Era um sonho da minha vida. Havia um vazio dentro de mim”.

Atualmente, Erimeide está prestes a terminar o curso e já tem planos para o futuro. “Vou começar a graduação em Letras, seguir na modalidade à distância que me possibilitou continuar meu trabalho como artista. Quero passar conhecimento para minha família, meus sobrinhos que estão crescendo. E ainda vou escrever um livro sobre a vida no circo, compor músicas e poesias”, explica.

O analfabetismo pode ser uma realidade muito distante de nós, mas ainda temos muito o que progredir no nosso Brasil. Se você conhece alguém que esteja interessado, pode se inscrever aqui!

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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