Hoje vamos começar uma coluna diferente: É pra falar de coisa séria. O Mãe do Ano tem assuntos diversos, e como profissional de saúde, acho importante que possamos usar essa plataforma para conscientização de temas que ainda podem ser considerados tabus.

Muitas pessoas sofrem caladas de um mal cada dia mais comum na nossa sociedade: a depressão. Um dos maiores medos em falar sobre essa condição de saúde mental é saber que algumas pessoas podem te tratar de forma diferente, e o pensamento de alguém que interage conosco de uma forma que foi moldada por seus próprios preconceitos pessoais ou idéias sobre como uma pessoa com uma doença mental se comporta, é difícil.

Imagem: Google

Em uma espécie de ignorância, as pessoas assumem que você só pode/deve estar clinicamente deprimido se você perdeu seu emprego, família ou tem uma doença grave como um câncer. Acham que você só poderia ter transtorno de estresse pós-traumático se você for um veterano de guerra ou tenha sobrevivido a algum evento catastrófico como um furacão, a queda de um avião ou ataques terroristas. E se sua experiência não se encaixa em nenhuma dessas, é difícil convencerem-se de que você está lutando com um diagnóstico clínico real.

A verdade é que não podemos remover a ignorância e a desinformação que cercaram a conversa sobre saúde mental no mundo e na nossa geração. O que podemos fazer, no entanto, é ajudar aqueles que não sabem muito sobre o assunto, para que aprendem a ver a depressão e outras distúrbios mentais como algo que não faz desses seres humanos menos do que pessoas normais.

Imagem: Edward Honaker

Nossas palavras têm o poder de machucar e destruir. Ajudar e curar. Até mesmo as palavras neutras podem ser mal interpretadas e serem confundidas com depreciação quando a pessoa que está lutando se encontra em um lugar muito vulnerável. Além disso, as palavras que escolhemos usar também podem perpetuar os estigmas negativos e tóxicos em torno de problemas de saúde mental. Esses estigmas podem sufocar a verdade e aprisionar as pessoas a acreditarem na mentira de que elas não são como todos os outros, nunca serão e não terão nada de bom para oferecer ao mundo e aos seus semelhantes.

Por esta razão, é crucial ponderar sobre o que dizer ou não dizer. Voltarei a falar mais um pouco sobre isso na próxima semana. Enquanto isso, fiquem com essa mensagem:

Todo mundo está lutando sua própria batalha. Seja gentil. Ofereça ajuda, companhia, apoio, sorrisos, abraços, um ombro amigo, seja um bom ouvinte. Já faz uma diferença enorme, e é totalmente gratuito.

Imagem: Google

Nota da autora: Esse é um relato que faço de acordo com minha vivência pessoal com pessoas que tem doenças mentais. Caso você suspeite que você ou alguém próximo tenha algum distúrbio, consulte um médico de sua confiança para que ele possa diagnosticar e orientar de forma direcionada à condição em questão.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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