Chega a chuva em nossa cidade trazendo um friozinho gostoso, dias de tomar (mais) café, sopa, ver filme encolhido no sofá. Dormir agarradinho com os amores e filhos (amores ainda maiores), por que não?

A maioria das pessoas gosta do quentinho gostoso do corpo alheio e fica mais tranquilo sentindo vida ali ao lado. Seja o companheiro, cachorro, gato. O cheirinho de cangote de filho, então…DELÍCIA! Mas aí vêm as más línguas e dizem que cama compartilhada deixa menino dependente, inseguro, por isso, criança deve ter seu canto, entender seu lugar! Calminha aí com essa análise simplória da coisa! Como reduzir o desenvolvimento psicológico do ser humano ao local onde ele dorme?

cc2imagem: http://redeglobo.globo.com

(Seriam os ogros mais ogros por dormirem na cama dos pais? =P)

Será que um detalhe pequeno como dormir junto dos pais, impede uma pessoa de crescer autônoma? Educar é um conjunto de escolhas e conduzimos nossos filhos à autonomia dando liberdade para que caminhem sozinhos, mas precisamos perceber quando estão preparados para o próximo passo. Deixar uma pessoa insegura num quarto sozinha não me parece uma boa maneira de fazer com que desenvolva segurança. Acolher faz muito mais sentido.
Além do mito sobre a “dependência” causada pelo compartilhamento da cama, há também o suposto problema de segurança física, mas é possível dormir na mesma cama sem machucar o bebê seguindo regras simples, que você pode ler no seguinte post: http://www.maedoano.com.br/cama-compartilhada/

Aqui em casa, há mais do que cama compartilhada. Ninguém tem lugar fixo pra dormir, é praticamente uma “dança das camas”, sabe a brincadeira dança das cadeiras? Quem adormece primeiro fica com aquela cama naquele dia, os meninos tem liberdade pra chegar à nossa e constantemente o papai foge pro quarto deles. Rola amamentação noturna com direito a topless constante

.cc4imagem: http://maescomadres.com.br

Não durmo direito, me desespero e sonho com cinco horas de sono ininterrupto na minha cama, esparramada, com a perna sobre a perna de Thiago. Essa parte parece assustadora, mas acredite, muito melhor do que levantar pra acodir Danilo 10 vezes por madrugada (já tentei) ou deixar ele chorar pra aprender a adormecer só (fiz com o mais velho e não há nada na minha maternagem de que me arrependa mais). Dá pra perceber que a parte “ruim” não é dormir junto, mas acordar várias vezes e uma coisa não está, necessariamente, ligada à outra!

Temos que levar a maternidade e paternidade de forma natural, e deixar os sentidos e a ligação que há entre nós e as crianças serem guias nas decisões, pois não há manual, muito menos consenso entre pesquisadores! Lugar de criança é onde ela se sente segura, mamãe tranquila, papai feliz! As famílias devem encontrar esse lugar na sua intimidade. Pode ser no seu bercinho, na rede, cama dos pais, colchão no chão. Não é a vizinha, a vó, o médico que vão dizer onde cada um deve dormir. É a personalidade de cada bebê, o bom senso dos pais, o conforto e a paz que sentirem em suas escolhas.

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Mãe do criativo Benício e do irresistível Danilo, Laís é, em tempo integral, pirata, dinossauro, assistente de mágico e inventora de brincadeiras. Nas horas vagas, a professora de português é letra, ponto a ponto, objetiva. Fascinada por tudo que envolve educação parental, disciplina positiva e criação com apego, aprende todos os dias, com seus meninos, como ser uma pessoa melhor e divide suas experiências no instagram @desplanos. Cristã.

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