Eu, sinceramente, não tinha ideia de como seria quando eu fosse mãe.

Minha gravidez não foi planejada e eu estava passado por uma momento onde, na minha cabeça, nunca caberia a responsabilidade de uma nova vida. Talvez por isso, senti tanto medo do que viria e fiquei apavorada.

Mas acho que até dei conta. Parei minha vida por 1 ano e me dediquei exclusivamente ao meu filho.

Hoje, estou passando por uma situação parecida. Aécio tem 1 ano e 7 meses e eu estou tentando voltar à trabalhar aos poucos desde que ele tem 1 ano, mas tem sido muito complicado.

Ele frequenta berçário desde que tem 1 ano e 2 meses (mais ou menos) e está no melhor da cidade, mas, ainda assim, sinto culpa, eu confesso!

Sinto culpa por “deixá-lo”, sinto culpa, principalmente, por dias como hoje, que ele está doente e eu precisei ir trabalhar (mesmo que tenha ido só metade do dia e ficado com ele o resto). Sinto culpa porque, mesmo ficando em casa, tenho que continuar trabalhando e resolvendo algumas coisas e não posso dar atenção do jeito que ele merece.

Já pensei em desistir de vez de trabalhar, mas não posso e não nasci (nem fui criada) para ser dona de casa. Gosto de trabalhar, gosto de estar na rua, gosto de lidar com pessoas, amo ser publicitária, mas sinto culpa!

Sinto culpa! Sinto culpa!

E, de verdade, não sei o que faça…

Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing e comunicação e, além do Mãe do Ano, é responsável pelo Roteiro Baby JP, que divulga a programação infantil de João Pessoa, é presidente da Associação das Mulheres empreendedoras da Paraíba, tem uma banda de músicas infantis - a Catavento Colorido - e desenvolve atividades para crianças através da Colmeia Projetos Criativos.

2 Comments on Dilemas de mãe…

  1. Luciana Gomes
    24/10/2012 at 17:16 (5 anos ago)

    Mariana, muito lindo o seu depoimento! Concordo com vc, e acho que a gente ainda se sente pior quando encontra pela frente pessoas que, em vez de nos acalmar, tb nos culpam e nos condenam, seja com sutileza ou com a delicadeza de um elefante! Parece que o ser humano tem mais capacidade de ser impiedoso do que em se identificar com a dor do outro, nao acha? Enquanto isso, continuamos seguindo nossos caminhos junto com nossos filhos, tentando equilibrar tanto as emoções deles quanto as nossas…..Mas ainda nao inventaram uma balança capaz de medir nem culpa nem amor de quem quer que seja! E me pergunto… Quem deveria se sentir culpado nessa historia toda sou realmente eu?? Eu estou aprendendo a me perdoar….Acho que todas as mães deveriam ao menos uma vez na vida se olhar com a mesma doçura que olhamos para nossos pequenos e pedir perdão a si mesmas! Recebemos uma tarefa tão imensa quanto a que seria dada apenas a um deus: Criamos uma pessoa… Braços, pernas, ensinar a comer, a andar, a ter e’tica, guardanapo no colo, uma cuca legal, a valorizar os mais velhos….Nunca termina, apenas quando a mãe se vai…. Então a culpa vai ser nossa amiga, ou inimiga, muitos dias das nossas vidas, mas eu vou aprender a conviver com essa senhora e mostrar a ela que sou eu que mando! Beijos pra vc e seu filho!

    Responder
    • Mariana Carneiro
      25/10/2012 at 10:15 (5 anos ago)

      Verdade, Luciana. Tudo verdade! Será que um dia vou aprender a conviver com ela??? Espero que sim…

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Comment *