Vimos recentemente no post sobre musicalização que crianças com dislexia podem ter dificuldades na identificação visual e fonética. Existe um estigma de que crianças disléxicas são menos inteligentes ou esforçadas, e isso geralmente atrapalha ainda mais no desenvolvimento e alfabetização delas.

Baseadas no livro “A Whistle-stop Tour of Special Educational Needs” de Clare Welsh and Rosie Williams, essas dicas podem fazer a diferença na vida do seu filho com dislexia:

  • Tenha sempre em mente que crianças com dislexia cansam-se rapidamente. Então faça um quadro de estudos com intervalos, para que a criança renda mais;
  • Não sobrecarregar com trabalhos de casa e aulas extras. Criança precisa ter tempo de descansar, brincar, dormir. Do contrário, sua concentração e foco ficam muito deficientes;
  • Ofereça tempo suficiente para que a criança reconheça letras e fonemas. Não a pressione a terminar uma atividade rápido demais. É mais importante que ela termine de forma lenta e correta do que rápido e com falhas;
  • Aborde de forma consistente as possíveis falhas; Elas vão acontecer. Sempre explique no que a criança errou e como corrigir;
  • Exercite a memorização. Quando a criança começa a falar, nós insistimos em palavras como “papai”, “mamãe”, “gagau”. Quando ela começa a aprender cores, costumamos inseri-las em eventos banais, como repetir várias vezes que a bola é azul. Com a criança dislexa, esse exercício se estende por mais tempo e em outras situações;
  • Utilize abordagens multisensoriais; Incentive-a a cantar e escrever a letra de uma música que ela goste muito, a jogar forca, caça-palavras, jogo da memória, entre outros. É uma forma de aprender se divertindo;
  • Pratique soletração em situações normais. Hoje vamos comer pão – “Pê”, A, Ó, “tio”.
  • Promover uma saudável auto-estima através das áreas fortes. A criança se envolve muito com a crítica de outras pessoas diante do tempo diferente de aprendizado que elas vivenciam. Então vá no sentido oposto: elogie sempre que a criança tiver um bom desempenho e incentive-a a continuar aprendendo quando o desempenho não for tão bom assim.

É claro que cada criança tem seu grau de dislexia e seu tempo de aprendizado, e cada caso exige atividades de quantidade e qualidade diferentes. Então sempre esteja bem acompanhado por profissionais capacitados, promovendo educação, segurança e confiança para seu filho.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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