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O verão começa oficialmente no dia 21 de dezembro. É o período de temperaturas extremas, que propicia muita diversão ao ar livre especialmente para as crianças – em férias escolares –, mas que favorece o surgimento de algumas doenças devido às características próprias da estação, com calor excessivo e umidade elevada.

Nesta temporada, a exposição ao sol é mais frequente, assim como o consumo de alimentos em locais de lazer, a alta concentração de pessoas no mesmo local e vários outros fatores que aumentam o risco de contato com determinados tipos de bactérias, fungos e vírus, que se proliferam com mais facilidade.

“Como o sistema imunológico das crianças ainda está em desenvolvimento, elas acabam ficando mais suscetíveis às doenças. Por isso, os pais devem tomar alguns cuidados e ter conhecimento dos sintomas que podem aparecer nos filhos, principalmente entre dezembro e janeiro“, alerta a gerente médica de Consumer Care da Bayer, Juliana Machado.

A prevenção deve começar com os horários em que os pequenos ficam expostos às temperaturas elevadas. Por conta da radiação solar mais intensa, não é recomendado tomar sol entre 10 às 16 horas. “Para proteger a pele das crianças, o uso do protetor solar a cada duas horas é indispensável”, ressalta a médica.

Além disso, lavar bem os alimentos antes de oferecê-los às crianças pode evitar doenças indesejadas, assim como incentivar que elas bebam bastante água durante o dia. Outra dica é não deixá-las por muito tempo com roupas molhadas ou úmidas.

Dengue – A doença é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Os sintomas são febre alta, dores no corpo, indisposição e apatia, que podem ser confundidos com os da gripe, por isso é importante os pais ficarem atentos. A prevenção é feita com o uso de repelente indicado para crianças e a erradicação dos focos de água parada, ambiente ideal para a proliferação do mosquito.

Conjuntivite – É uma inflamação na membrana fina e transparente que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. No verão, ela pode ocorrer com mais frequência, já que a irritação pode ser provocada pelo sol ou pelo contato com substâncias como a poluição ou o cloro presente em piscinas. Pode também ser causada por vírus ou bactérias. Para evitar a doença, é indicado sempre lavar as mãos, não coçar os olhos, usar óculos de natação e evitar abrir os olhos debaixo d’água.

Otite – O canal auditivo externo, situado entre a orelha e a membrana do tímpano, inflama-se com facilidade quando submetido a ventos e água, principalmente de piscinas, mas também de rios e mares, sobretudo em mergulhos de profundidade. Pode ser causada por fungos ou bactérias e costuma provocar zumbido e dor intensa. O ideal é evitar que a criança fique exposta por muito tempo à água e usar hastes flexíveis somente para higienizar a área externa do ouvido, já que a remoção da cera também pode causar otite.

Desidratação – Caracteriza-se pela perda de líquidos e sais minerais do corpo. Essa perda pode ser provocada por infecção intestinal ou pela exposição excessiva ao sol. Uma pessoa desidratada fica com sede, com a boca e mucosas secas, olhos ressecados e fundos, além de passar muito tempo sem urinar. Para prevenir a desidratação, o ideal é usar roupas leves, ingerir constantemente líquidos, não comer alimentos que tenham ficado muito tempo fora da geladeira e sempre permanecer em lugares arejados e frescos, longe do sol, para evitar um risco maior que é a insolação.

Diarreia e/ou vômitos – A diarreia tem várias causas possíveis: vírus, bactérias, parasitas, efeito colateral de medicamento, geralmente antibiótico ou o consumo de alimentos estragados ou contaminados. Para evitar a enfermidade, é indicado higienizar as mãos constantemente, lavar as frutas e verduras que forem consumidas e redobrar o cuidado com os alimentos ingeridos fora de casa. Quando a criança está com diarreia acompanhada de vômito, ela deve ser levada ao pediatra o mais rápido possível.

Doenças de pele (como brotoeja, impetigo e micoses em geral) – No verão, as crianças estão mais expostas à umidade, seja porque brincam na água ou apenas porque transpiram mais. O excesso de umidade favorece o aparecimento das doenças de pele, que são causadas geralmente por fungos ou bactérias. O ideal é trocar as roupas molhadas por secas, com preferência por aquelas de tecidos naturais (algodão) e de cores claras, pois permitem maior ventilação da pele e refletem os raios de luz e o calor.

Ao perceber qualquer sintoma com mais de 24 horas de duração ou de início repentino, os pais devem observar a condição geral da criança. Se ela estiver sem energia, sonolenta e com reações mais lentas, o ideal é procurar serviços médicos. A orientação para prevenir mal-estares e doenças é sempre estimular a ingestão de líquidos e uma alimentação equilibrada com frutas e verduras.

Crianças com dieta inadequada podem carecer de suplementos alimentares, por isso é indicado sempre consultar o médico pediatra.

Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing e comunicação e, além do Mãe do Ano, é responsável pelo Roteiro Baby JP, que divulga a programação infantil de João Pessoa, é presidente da Associação das Mulheres empreendedoras da Paraíba, tem uma banda de músicas infantis – a Catavento Colorido – e desenvolve atividades para crianças através da Colmeia Projetos Criativos.

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