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Às vezes, tentamos criar nossos filhos como fomos criados e outras vezes, o que mais desejamos é fugir para longe da tradição familiar. Nem sempre nossos pais erraram, mas nem sempre acertaram também. São assim como nós: Humanos. Tomara que nossos filhos queiram criar os seus como nós os criamos, isso significaria que acertamos grande parte do tempo. Quanto a nós, pois é nossa vez… O que devemos mesmo fazer é colher o que é bom para semearmos aos nossos pequenos, e abandonar o que é ruim. Por exemplo:Se você apanhou quando criança, você sabe o que passou, os medos, as angustias, as incertezas… Será que sou amado?? Eu mereço isso?? Por que fizeram isso comigo? Você vai querer que seu filho passe por isso?? Acho que não. Que bom que aprendemos, que bom que nos tornamos pessoas do bem e amamos nossos pais, mas poderia ser o contrário.

Quantos filhos não carregam mágoas guardadas porque para a sociedade, para algumas famílias é inadmissível admitir que se traga uma amargura, uma mágoa, uma dor do pai  ou da mãe. O pai e a mãe são sagrados! Sim, claro que sim, mas os pais podem ser algozes também. Quantas crianças não são destratadas, comparadas, desmotivadas por quem mais amam, e que deveriam dar-lhes animo e incentivo. E quantas não se tornam pessoas problemáticas, difíceis de manter relacionamentos, inseguras, depressivas, com baixa auto-estima, quantas. Conheço algumas. Todos os pais deveriam saber as responsabilidades psíquicas que carregam. Não é só alimentar, suprir as necessidades físicas, mas as mentais, as psicológicas também, essas também são essenciais.

Às vezes, me pergunto o que leva uma pessoa a agredir uma criança, seja da forma que for, e esquizofrenicamente, me respondo: Como você vai dar o que na teve. Como dar amor, se só houve desamor em sua vida. Há quem diga que não há como, mas eu acredito que há. Todo ser humano é passível de empatia, e se você, se coloca, sente a dor do outro. Se reconhece o sofrimento do outro como seu, você quer imediatamente que a dor cesse, ou seja, por mais que você tenha sofrido, você vai querer poupar seu filho  do que você passou, e amá-lo e respeitá-lo é o inicio de tudo.

É óbvio que somos pais e não santos, erramos, podemos agir como não deveria com nossos pequenos, por vários motivos: estresse, doença, cansaço, a criança exagerou, mas é fácil consertar, converse com a criança, diga que o que fez não é certo. Trate a criança como quer ser tratado. Isso não quer dizer que disciplina não deva existir, deve sim. Criança precisa de limite, para o bem dela, mas limite não abuso

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente. É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada. Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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