DR pode evitar mortes por choques elétricos. No Brasil, o seu uso é obrigatório, mas apenas 27% das residências têm o mesmo instalado em seus quadros elétricos

Uma bebê indiana chamada Shehvar de apenas dois anos de idade morreu eletrocutada após colocar o cabo de um carregador de celular na boca. Ela estava brincando sozinha em cômodo da casa dos avós na vila de Jahangirabad, perto de Delhi, quando avistou o cabo, que não estava conectado a nenhum aparelho. O caso ganhou repercussão internacional quando foi noticiado pelo Times of India e serviu de alerta para pais do mundo todo.

No Brasil, acidentes como o ocorrido com são mais comuns do que se imagina.  Em 2018, 20 crianças de 0 a 5 anos morrem vítimas de choques elétricos. Apesar de não estarem diretamente ligados a aparelhos celulares, esses casos fatais mantêm o mesmo princípio de prevenção, podendo ser evitados com uma medida simples e já obrigatória no país: a instalação do Dispositivo Diferencial Residual (DR) nos quadros elétricos.

Pequeno e quase imperceptível aos olhos dos leigos, o DR é nada mais que um protetor de vidas, utilizado nas instalações, que evita que a corrente elétrica cause um dano na pessoa que tocar a eletricidade.

O DR protege contra choques elétricos e apesar de ser de uso obrigatório desde 1997 (NBR 5410), sua exigência não é seguida na maioria das residências, principalmente em construções antigas que não foram modernizadas. Segundo o Procobre (Instituto Brasileiro do Cobre) apenas 27% dessas edificações possuem DR.

Com este dispositivo acidentes com eletricidade são evitáveis. “O dispositivo reconhece que por determinada fiação está vazando um percentual de corrente elétrica diferente do habitual, como no caso de uma criança colocando uma chave na tomada. Assim, o DR desarma os circuitos que estão ligados a ele interrompendo o choque elétrico”, explica o Engenheiro Eletricista Fábio Amaral, diretor da Engerey Painéis Elétricos.


Engenheiro Fábio Amaral mostra DR em quadro elétrico 

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), de 2013 a 2018, 3.657 pessoas foram vitimadas por choques elétricos fatais no Brasil, o que significa 1,67 morte/dia. Só entre as crianças e adolescentes (de 0 a 15 anos) foram 439 mortes. 

O último levantamento da entidade divulgado em maio de 2019 revelou que ocorreram 1.424 acidentes elétricos em 2018, sendo que 836 foram ocasionados por choque, o equivalente a 59% do total, sendo que 214 deles foram fatais. Os choques elétricos também ocorreram, em sua maioria, em ambientes residenciais: foram registrados 209 choques fatais. 

Entre as principais vitimas de acidentes com eletricidade estão as crianças. Somente em 2018, foram 34 vítimas entre as crianças de 0 a 10 anos, (5%), sendo 20 delas de 0 a 5 anos (3%). Entre as principais causas estão justamente as tomadas sem proteção, os fios desencapados, extensões, e a fuga de corrente em eletrodomésticos (ventiladores, geladeiras e máquinas de lavar).

O Engenheiro Eletricista explica que a inclusão do DR é realizada no quadro de disjuntores da residência. É importante contratar uma empresa especializada para a fabricação e montagem do painel elétrico e um profissional habilitado para a sua instalação. “A inclusão é simples e rápida e garante maior segurança às famílias”, afirma.

Segundo Amaral é importante lembrar que o DR também protege as residências contra incêndios, que são ocasionados na maioria dos casos por curtos circuitos.

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