Fonte: reddit.com
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Essa semana fomos dormir sem um cachorro e amanhecemos responsáveis por um cão que entrou pelo portão, talvez por causa da chuva ou medo de algo, ele entrou e se refugiou dentro dos muros de minha casa. Falo responsável porque como o animal parecia faminto e sedento, não poderia deixá-lo assim, ele parecia está sem forças até para levantar. Mil coisas passaram por minha cabeça e entre elas todas tinham a ver com Maroca. O que ela ia pensar? Será que sentiria medo por não conhecer o cão? É seguro mantê-lo ali? Já que ele é bem grandinho. Bem quando ela acordou, com um tempinho a levei para ver o cachorro e a primeira coisa que ela perguntou foi: – Mamãe, ele ta dodói? Depois foi: – ele é meu? Ele ta com fome? (risos).

Expliquei para ela que o cãozinho parecia está “dodói”, mas que iríamos cuidar dele, mas que ele não era nosso, que quando ele quisesse ou o seu dono viesse buscá-lo, ele iria embora. Ela concordou e ficou o dia empolgada com a presença do animalzinho na frente de casa. Foi inúmeras vezes vê-lo durante o dia e parte da noite. Tudo o que comeu durante o dia, quis levar para ele. Até seu copinho de água queria compartilhar com o cãozinho. (risos).

Desse episódio, como em muitos outros, ela me ensinou. A primeira pergunta que ela fez, sobre a saúde do “au au”, me mostrou que ela estava preocupada com ele, não se ele tava sujo ou se ele era perigoso, mas se ele estava doente e com fome. Se ele estava precisando de ajuda. Normalmente, os pequenos são muito solidários e desenvolvem bem a empatia com as pessoas e com os animais também. Muitas vezes, já a vi chorar por causa de um desenho ou por me ver chorar, o que me deixa feliz, pois sua personalidade social é saudável. Ela está se desenvolvendo psicossocialmente muito bem, obrigada.

fonte: reddit.com
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É muito difícil acreditar que existem crianças más, eu sou uma das que acreditam na inocência e meiguice das crianças, mas há estudiosos que estudam psicopatia infantil e personalidade antissocial, e identificam esses traços também em crianças. Impensável, não é? Crianças que não tem sentimentos por ninguém, que não se importam em machucar. Que manipulam, mentem, sofrem e fazem sofrer. Crianças que sofreram grandes perdas e abusos extremos, e que, infelizmente, têm sua psique afetada para o resto de suas vidas. Mas, isso é um assunto muito polêmico para tratar em um parágrafo apenas, voltemos ao cachorrinho.

Bem, o animalzinho só ficou um dia, quando se sentiu forte, quando pode andar, foi embora. Maroca, pergunta por ele e verifica sempre se ele voltou, mas sem sofrimento, pois conversamos muito com ela. Espero que ele tenha encontrado seu dono, mas desde então, deixamos o portão entreaberto, pois quem sabe ele queira nos visitar algum dia.

Outra coisa é que achamos que é hora de dá um animalzinho de estimação a maroca, estamos amadurecendo a ideia, quando isso acontecer conto tudo para vocês.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente.
É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada.
Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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