maria fraldas

Sabe, quando somos mães de primeira viagem e curiosos, e adeptos a leitura, e querendo fazer tudo certinho, e isso, e aquilo… (risos). Nós lemos sobre tudo, sobre cada fase do bebê, desde a barriga até, até, até para sempre, porque eles sempre serão bebês. Há muita teoria sobre criação, picos de crescimentos, fases, alimentação, sono, mas com o tempo, é claro que ler um pouco a respeito não faz mal a ninguém, mas com o tempo, começamos a conhecer nosso bebê muito bem. Sempre achei muito complicado quando me diziam que com o passar dos dias, você vai reconhecer o que cada chorinho quer dizer, você fará a leitura dos necessidades do bebê através do choro, como assim?? Mas, acontece, parece mágica, telepatia, mas nossa parabólica materna fica super ligada e focada. O cordão umbilical não mais nos liga, mas o cordão sentimental nos ligará para sempre. Acho que dei uma viajada ( risos), voltemos… Isso tudo é para dizer, que acabamos reconhecendo o tempo do nosso pequeno, quando ele estará pronto para isso ou para aquilo.

Outro dia, li que a criança está pronta para o desfralde quando ela consegue pular com os dois pés juntos, pergunto-me: o que uma coisa tem a ver com a outra?? Sinceramente não sei, deve ser algo ligada a alguma fase de amadurecimento do cérebro, mas não sou neurocientista, sou mãe, então a observação tem que ser voltada para a minha praia. A convivência, a observação, a conversa, o carinho.

Com os dias atribulados, cheios de trabalhos, o fim de semana é pouco para acompanhar uma criança em todos os seus processos. É tudo muito rápido, Maroca cada dia me mostra uma novidade, me diz frases que eu nunca falei, me diz nomes de objetos que eu nem imaginava que ela conhecia. Faz associações impagáveis. Numa noite dormiu falando palavras soltas, na outra, frases completas. É tudo muito dinâmico. Quando não passamos o dia todo com eles, as pessoas que ficam, por melhor intenção que tenha, nunca satisfazem nossas expectativas por uma coisa ou outra, afinal não é não somos nós.

Por causa do probleminha de saúde de Maroca ( post da semana passada), estou trabalhando só um horário e não tem coisa melhor. Em cerca de um mês, Maroca, já está pedindo para fazer xixi e só usa fraldas para dormir e sair para lugares distantes.

 Fralda

Como aconteceu ?

  • Comprei um troninho e calcinhas de treinamento (seguram até um xixi);
  • Apresentei o troninho a ela, disse que ela poderia fazer xixi lá, se quisesse, sem impor nada, e deixei o troninho no banheiro (ela ficou se sentindo a adulta);
  • Fui deixando ela de calcinha de treinamento, regulava o tempinho e chamava-a para fazer xixi, algumas vezes deu certo e outras não. Muitos erros de cálculos, muitos paninhos de chão encharcados.
  • Paciência e respeito ao tempinho dela foi fundamental. Sem estresse nenhum. Deve ser bastante confuso, você em um momento não precisar se preocupar com horário de xixi e depois ter que fazer em um lugar determinado senão fica toda molhada e ainda corre o risco de escorregar e cair.
  • Um ponto positivo foi que nesse processo ela nunca fez xixi em cima da cama ou sofá.
  • Em um mês, ela já pede para fazer xixi e o “numero dois”. É claro que ainda acontecem acidentes, porque ela segura muito, principalmente quando está muito ocupada brincando, não quer perder tempo e só vai quando não aguenta mais. Por isso, eu sempre pergunto a ela: não ta na hora de fazer xixi não, filha?

Fico feliz com os ganhos desse mês ficando mais tempo com ela, aprendo muito, muito mesmo. E quem tiver passando por isso, o conselho é: não se estresse!! Cada criança tem seu tempinho, os meninos, segundo “estudiosos” demoram mais que as meninas. “Cada qual é cada qual”. No momento certo isso vai acontecer, sem pressão, sem choros, nem traumas. Paciência, paciência e paciência.

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente. É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada. Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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