O café verde (Coffea arábica L.) nada mais é do que o grão do café que não foi torrado. É na etapa da torra que ele ganha aroma e sabor agradáveis, o extrato do fruto in natura, portanto, não é gostoso. Por isso, é conhecidamente consumido em forma de cápsulas. O café verde possui ainda uma dose um pouco maior de cafeína e alta concentração de ácido clorogênico, elemento que se perde durante o processo de torrefação. Segundo os especialistas, é essa a substância responsável pelo emagrecimento.

Como age o café verde no nosso corpo

“O ácido clorogênico impede que o organismo utilize o açúcar dos alimentos ingeridos como fonte de energia. Assim, o corpo é obrigado a retirar essa energia do próprio estoque de gordura”, explica a médica nutróloga Marcella Duarte, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Na prática, significa que, além de evitar o acúmulo de gordura localizada, a substância ajuda a regular os níveis de glicose no sangue – motivo pelo qual o café verde tem sido indicado para pacientes diabéticos como auxiliar no tratamento da doença. Também existem relatos sobre sua ação na melhora do humor, o que o tornaria um possível aliado no combate à depressão. Mas isso ainda não está comprovado.

A cafeína é outro componente a ser levado em conta na perda de peso. Apesar da quantidade em relação ao café preto ser só um pouco maior, a ação termogênica dessa substância é importante por estimular o metabolismo.

Embora seja natural e não necessite de recomendação médica, o consumo contínuo pode agravar casos de hipertensão, úlcera, gastrite e insônia – então, melhor checar com seu médico ou nutricionista a indicação de uso para você.

Minha experiência

Após extensa pesquisa sobre o componente, procurei uma farmácia e adquiri as cápsulas de café verde. Diferente da minha experiência com a Spirulina, não contabilizei semanalmente, pois senti que os resultados foram muito lentos, então para não ficar repetitivo e cansativo, vou fazer um resumo da experiência completa.

Não houve mudança significativa na sensação de fome e na saciedade. No entanto, com duas semanas de uso, percebi que meu organismo parecia estar “quente”. É como se eu estivesse com o metabolismo constantemente funcionando – suei mais e tive mais idas ao banheiro. Senti que meu intestino ficou melhor regulado, a retenção de líquidos também foi melhor controlada. Embora na embalagem o recomendação diga que pode ser ingerido até às 18h, eu tive insônia e passei a tomar até às 15h.

Não cheguei a muito perder peso, em 2 meses e meio, houve redução de 800g, mas estava fazendo caminhadas e alongamentos e também não fiz mudanças na minha rotina alimentar – nem comer mais do que o habitual, nem menos.

Vale salientar que uma oscilação de 800g no período de 2 meses e meio não pode ser realmente considerada uma perda de peso considerável, pois ao beber mais ou menos líquido, ir a um ou dois eventos em que saímos da rotina alimentar, ou quando nós mulheres estamos com mudanças hormonais, principalmente do ciclo menstrual, já podemos facilmente ter uma oscilação de peso bem similar.

Minha conclusão foi exatamente o que sempre tentamos explicar no consultório: não existe um remédio milagroso para perder peso – nós precisamos colocar nosso corpo para funcionar e usar o combustível correto para isso: boa escolhas alimentares e rotina de exercícios físicos.

Formada em Nutrição, divide o tempo de trabalho entre a clínica, alimentação escolar e fotografia! É mãe de um super herói, blogueira desde a adolescência, meio nerd, adora música, moda, séries e filmes.

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