brincar-com-o-bebe

Por: Mayara Almeida
Psicóloga – CRP 13/5938 – www.mayaralmeida.com.br

Bebês pequenos interagem pouco, mas isso não quer dizer que brincar com eles não seja importante. Conexões estão sendo feitas e informações decodificadas e categorizadas o tempo todo. As brincadeiras servem para encaixar tudo isso como se fosse um quebra-cabeça e serão fundamentais para o desenvolvimento social, emocional, físico e cognitivo da criança. O nível de atenção varia bastante, dependendo da idade da criança, do temperamento e até do humor do momento. Alguns bebês ficam excitados além da conta com mais facilidade. Por isso, se a criança começar a chorar durante a brincadeira, não se decepcione, pense em atividades mais tranquilas, como contar histórias, ouvir música ou até um intervalo para caminhar pela escola.

4 a 6 meses 

Bolinhas de sabão: Elas são simplesmente irresistíveis, e agora a visão da criança já permite acompanhá-las a uma maior distância. Numa área externa, assopre as bolinhas só para ver o que acontece: atenção e concentração sendo ativadas, além da diversão concreta.

Dedo mindinho, seu vizinho: Pegue delicadamente cada dedinho da criança e vá dizendo o famoso “dedo mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura-bolos e mata piolhos”, terminando com seus dedos da mão escorregando para a barriga dele, em uma cócega gostosa. Para os dedos dos pés, começando pelo dedão: “Este porquinho foi ao mercado; este porquinho ficou em casa; este porquinho comeu carne assada; para este porquinho, não sobrou nada. E este porquinho aqui veio cantando até chegar em casa (e aí é a hora de subir com seus dedos até a barriga, para fazer cócegas)”. Esta brincadeira também é muito útil na hora de colocar meias e sapatos ou de distrair a criança para trocar a fralda sem muito vira-vira.

De barriga para baixo: Colocar o bebê de bruços, mesmo se ele reclamar um pouco, já que a posição é mais cansativa. Ajude-o a se divertir com isso deitando-se também no chão de barriga para baixo e fazendo um olho no olho. Depois, vire-o devagarzinho de um lado para o outro fazendo algum som engraçado (pode até ser um simples “Opa” a cada virada) para incrementar a atividade.

7 a 9 meses

No controle: Bebês adoram observar situações de causa e efeito, como quando percebem que, se apertam um botão, a luz se acende. Para evitar o uso de um aparelho eletrônico de verdade (pois estes emitem ondas magnéticas muito fortes para uma criança pequena) ofereça um telefone de brinquedo a fim de saciar a vontade dele de controlar as coisas.

Corrida de obstáculos: Se a criança estiver engatinhando, ou até, dando os primeiros passos, incremente a experiência com muitos obstáculos no meio do caminho para ele tirar da frente. É ótimo também para aprimorar as habilidades motoras da criança.
Rola a bola: Experimente só jogar uma bola bem grande para cima e deixá-la cair no chão como se não tivesse conseguido pegá-la a tempo.

10 a 12 meses 

Arruma e desarruma: Agora que a criança está descobrindo a conexão entre objetos do mundo, ela vai gostar de empilhar bloquinhos, colocar cubos em uma determinada ordem (que pode não fazer nenhum sentido para você) ou encher e esvaziar caixas com peças menores. Dê à criança uma caixa de sapato fácil de abrir e mostre como dá para colocar várias coisas lá dentro e tirar tudo depois. Em um dia mais quente, procure uma sombra gostosa e leve potes pequenos de plástico para ele encher e esvaziar com água.

Tudo por um brinquedo: Uma vez que seu filho já fique de pé, coloque-o em uma ponta da sala e na outra um brinquedo daqueles bem queridos, para que tenha que chegar do outro lado para alcançá-lo. Talvez você tenha que mostrar como funciona essa brincadeira, deixando algo seu lá e se arrastando de joelhos para pegar. Aumente a distância quando perceber que ficou fácil demais, mas não comece com um percurso muito difícil, porque isso pode frustrá-lo, fazendo-o desistir.

Seu mestre mandou: Faça um barulho estranho e olhe para o bebê para ver se ele imita. Pode ser que sim ou pode ser que resolva fazer seu próprio som engraçado, e aí será a sua vez de imitar ou de criar de novo algo diferente. E não se limite só a sons. Faça caretas ou movimentos e veja só o que acontece. Aproveite algum gesto inesperado e o repita para mostrar como você também sabe fazer.

Mayara Almeida é Psicóloga de orientação psicanalítica, Esp. em Gestão de Pessoas e pós-graduanda em Psicologia Clínica. Também é Escritora e membro do grupo de escritores Sol das Letras. Atua em consultório na cidade de João Pessoa/PB, atendendo, crianças, adolescentes e adultos. Cultiva um carinho todo especial pelo universo materno e infantil, por isto está aqui.

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