Semana Mundial de Aleitamento Materno (01 a 07 de agosto) põe em evidência a mãe que amamenta e trabalha.

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foto: DailyMail UK

O tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno de 2015 é:

Amamentar e trabalhar – Para dar certo o compromisso é de todos! .

Eu decidi transformar o slogan numa pergunta:Amamentar e trabalhar – É possível?,  visando promover uma reflexão mais aprofundada sobre a questão, que é tão complexa que fez a própria WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento), entidade promotora da iniciativa em nível mundial, retomar um tema já abordado em 1993, quando o enfoque foi Amamentar – Direito da mulher no trabalho!Passados 22 anos, o que será que mudou?”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349), idealizador do Movimento #euapoioleitematerno.

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worldbreastfeedingweek.org

Os especialistas da WABA, ao optarem pelo tema, fizeram uma análise das ações realizadas, nas últimas duas décadas, em todo o mundo, visando apoiar as mulheres que trabalham e amamentam. A primeira medida importante foi a aprovação da Convenção N°183  da OIT sobre  proteção à maternidade. Além de outras ações significativas que melhoraram a legislação e as práticas nacionais. Os locais de trabalho têm se tornado “mais amigáveis” às mães, com o incentivo de prêmios para os empregadores que contratam mães trabalhadoras, criação de salas de apoio à amamentação e o aumento da conscientização do direito das mães trabalhadoras de darem continuidade à amamentação.

“Mesmo com tudo o que foi feito nestas duas décadas, os estudos sobre a alimentação dos lactentes e das crianças na primeira infância mostram que é preciso avançar mais”, destaca Moises Chencinski.

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Foto: Guia do Bebê – Dr.Moises Chencinski

                                                        Objetivos de 2015:

Com base no que foi feito e no que ainda pode ser aprimorado, a WABA, destaca os objetivos da Semana Mundial de Aleitamento Materno de 2015:

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Como apoiar efetivamente a mulher que trabalha e amamenta?

Segundo o médico, essa é uma “‘batalha difícil’, pois a mulher trabalhadora envolve aquela que está no setor formal da economia, a trabalhadora autônoma ou sazonal e ainda as que prestam serviços domésticos. Todas as mulheres têm as mesmas chances de continuar amamentando seus filhos?”, pergunta Moises Chencinski.

A WABA sugere algumas estratégias para apoiar as mulheres que trabalham. São ações de curto e de longo prazo. A seguir, listamos algumas das sugestões da entidade:

  1. I) Legislação e Práticas de Proteção à Maternidade (longo prazo)
  • Atualize-se sobre a proteção da maternidade em seu país;
  • Afilie-se a potenciais parceiros que trabalham em prol da mulher trabalhadora e das questões de igualdade de gênero em seu país, incluindo sindicatos, grupos de trabalhadores, organizações de mulheres que apoiam ações para de proteção à maternidade;
  • Confira os Nove Passos para uma Campanha bem Sucedida de Proteção à Maternidade.
  1. II) Programas de Apoio à Amamentação no Local de Trabalho (curto prazo)
  • Coopere para que mais empregadores criem espaços como a Sala de Apoio à Amamentação, nos locais de trabalho;
  • Estabeleça o sistema de premiação para aqueles empregadores que apoiam a amamentação ou “são amigos dos pais e da família”, afim de motivar a implementação de práticas favoráveis à amamentação;
  • Assegure que os hospitais e centros de saúde / clínicas sejam também locais de trabalho “amigos das mães”.

III)              Apoio à Amamentação na Comunidade e no Setor Informal

  • Inicie ou fortaleça grupos locais de aconselhamento de pares e / ou de apoio às mães para responder às necessidades das mulheres que trabalham em setores mais marginalizados;
  • Identifique as autoridades locais apropriadas, visando procurar formas criativas de proteger a maternidade das mulheres que estão na economia informal;
  • Identifique grupos de mulheres em sua comunidade ou país que podem ter dados sobre a situação das mulheres na economia informal. Combine forças para responder às necessidades das mulheres na economia informal, visando equilibrar o trabalho com a amamentação e a criação dos filhos.

Sobre as mães e trabalhadoras na economia informal, veja também:

  1. a) Como Apoiar a Mulher na Economia Informal a Combinar Seus Papéis Reprodutivos e Produtivos, Seção 9 do kit da campanha para Proteção à Maternidade: http://www.waba.org.my/whatwedo/womenandwork/pdf/09.pdf;
  2. b) Estendendo a Proteção da Maternidade às Mulheres na Economia Informal: Uma Visão Geral dos Programas de Financiamento da Saúde na Comunidade, Documento de trabalho da OIT: http://www.waba.org.my/pdf/pdf.

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                                            Movimento #euapoioleitematerno

Seu maior objetivo é estimular, sensibilizar, de forma positiva e sem agressões, sem ameaças, sem discriminações o aleitamento materno. Quem quiser pode se unir ao Movimento #euapoioleitematerno. Mães que amamentam e mães que não amamentam têm a mesma voz. Ninguém é menos mãe ou mais mãe por amamentar ou por não amamentar. Confira o blog do movimento:

https://euapoioleitematerno.wordpress.com/

Divide o seu tempo de mãe de um casal com o blog e os projetos dele.
A rotina materna vai além de cuidar dos filhos: lê, pesquisa, analisa, filtra, inventa as melhores maneiras de tornar a vida de mãe mais leve, sem neuras e com muito bom humor!

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