maroca mamando

Este não é nenhum post de apologia a Amamentação Prolongada – AP, ou até pode ser, desde que fique claro que somos seres diferentes, individuais, com vontades e necessidades distintas. O que é bom, agradável para mim, pode não ser para outras pessoas. O ideal é respeitar seu próprio limite. Não tenho intenção nenhuma em ditar regras, cada um é cada um.

Quanto a mim, sou uma adepta da AP como mãe apegada que sou, não tinha como ser diferente, mas isso também não é uma regra da Criação com Apego ou Attachament Parenting.

 Bem, a Organização Mundial da Saúde – OMS raleitamento tardiosorrisosecomenda amamentar exclusivamente até os seis meses e, depois da introdução de outros alimentos, até dois anos ou mais, sem especificar um tempo limite. Até se estivessem estipulado, ninguém pode dizer quanto tempo você deve ou não amamentar seu filho, isso é entre vocês. Como diz um bordão atual: “é muito amor envolvido”!

Eu optei por amamentar Maroca até quando ela quiser ou até quando for legal para nós duas, ela já tem 2 anos e 4 meses e escuto um montão de abobrinhas, daquelas pessoas que nunca estão satisfeitas com a vida dos outros e querem sempre dá um palpite, e se caso eu não amamentasse iam falar as mesmas abobrinhas, só que o inverso. Já escutei que meu leite não faz mais nenhum bem a ela; que vou ficar doente porque ela está sugando meu sangue; que é feio; que ela vai ficar medrosa. Poxa vida! Se não faz bem, faz o quê? Mal? Maroca não é filha de Edward Cullen , do Crepúsculo ou um dos personagens da série The Walking Dead para sugar meu  sangue. E o que há de feio em uma mãe amamentar seu filho? E só para constar: Maria é uma das crianças mais seguras e confiantes que conheço.

Não há estudos que comprovem que o aleitamento tardio ou Amamentação Prolongada não traga benefícios a criança. Ao contrário, os benefícios nutricionais e psicológicos são imensos, para a criança e para o bebê. E que historia é essa de exclusão do pai?? O pai está sempre por perto, até mesmo porque com 2 anos e 4 meses a criança já tem uma alimentação semelhante a nossa, não é alimentação exclusiva, mas continua sendo de Livre Demanda, ou seja, quando ela quer. Já retomamos a rotina de trabalho fora de casa, e geralmente, a amamentação é à noite quando chegamos em casa.

maroca mamando

E sinceramente, adoro amamentá-la. Amo as nossas trocas de olhares, os carinhos que fazemos uma na outra, a mãozinha dela no meu dedo girando a aliança (costume antigo), o olho no olho, as graçinhas que o pai faz e ela sorrir e resmungar mesmo com o seio na boca. O corpo dela fala, se expressa, os olhos e sorrisos também. Ainda hoje isso me emociona. Amamentar é sublime, sinto-me especial. E não é culpa ou compensação por passar o dia longe dela. Não vou deixar de amamentar minha filha porque quem quer que seja teorizou que ela adquire os nutrientes que necessita de outras fontes. Qual mãe não faria o melhor para o seu filho? Eu mamei até mais de três anos, estou só retribuindo a corrente de carinho e apego que recebi. Não vou deixar a minha filha chorando, quando ela que algo que é meu seio, eu tenho leite, só porque é meu corpo e eu que mando? Quando chegar a hora do desmame, nós saberemos e será sem choros e traumas.

Acharia até estranho se uma criança com mais de dois anos só se alimentasse do Leite Materno, e rejeitasse qualquer outro tipo de alimentação, mas aqui, o aleitamento nunca atrapalhou. Ela come de tudo, adora comida de panela, frutas, legumes, come cenoura até crua, evito claro, a utilização de enlatados, embutidos, produtos industrializados no todo.

 O inicio do aleitamento não foi fácil, mastite é dolorido pra caramba. Sangue, leite, amamentar chorando, sentindo dor é horrível, mas depois, a sensação é maravilhosa. Valeu e vale muito à pena. E se ela quiser, vou com ela para a universidade e entre uma aula e outra, ela mama. ( risos).

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente.
É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada.
Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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