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O fenômeno das Altas Habilidades/Superdotação produziu um grande impacto na sociedade, gerando desde o fascínio, a incompatibilidade em lidar com as necessidades educacionais específicas de cada um. O impacto causado nos papéis exercidos pelos professores, pais e crianças superdotadas demandam mudanças nas interações familiares e educacionais.

O grande investimento em recursos e investigações sobre o cresceu nas últimas décadas. E há também a necessidade de uma maior conscientização e investimentos em programas para alunos com potenciais acima da média, bem como promover o conhecimento sobre o tema para desmitificar crenças errôneas sobre indivíduos com capacidades intelectuais elevadas.

O processo de identificação e avaliação do aluno com potenciais elevados se tornou um grande desafio para educadores e psicólogos. O procedimento sistemático na identificação do individuo superdotado, implica em uma adequação ao contexto, para que seja possível ofertar ao mesmo, um conjunto de práticas educacionais que possam suprir suas necessidades e assegurar um desenvolvimento saudável desde a fase pré-escolar. O protocolo geral de identificação e avaliação é constituído por um conjunto multidimensional de técnicas que possam conectar diversas fontes de informações, tendo como instrumentos mais utilizados, os testes psicométricos, questionários, observações comportamentais e entrevistas com os pais e educadores.

Ao longo dos anos, a conceitualização dos termos Altas habilidades/ Superdotação sofreu diversas modificações, e diante de grandes controvérsias teóricas, tal definição se torna dinâmica, podendo sofrer variações de acordo com as questões culturais e abordagens relacionadas ao tema.

Alunos com altas habilidades/superdotação possuem um desenvolvimento atípico, apresentando potencial elevado em diversos domínios como o intelectual, acadêmico, psicomotor e/ou artístico, liderança, criatividade e grande envolvimento na aprendizagem e na realização de tarefas em áreas de interesse.

A avaliação neuropsicológica (que é realizada exclusivamente por psicólogos) se propõe a examinar o funcionamento cognitivo, relacionando as funções cerebrais e seus componentes de processamento, através das confirmações das teorias sobre a cognição humana. Sendo assim instrumentos padronizados e técnicas adequadas no processo de avaliação tornam-se determinantes para identificar o funcionamento dos componentes cognitivos, para que os procedimentos futuros sejam conduzidos de forma adaptada as necessidades de cada perfil.

Marcelli Roberto Rodrigues é Graduada no Curso de Formação de Psicólogos pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB, Mestre pelo programa de Pós-Graduação em Neurociência Cognitiva e Comportamento – PPGNeC (UFPB), Especialista em Neuropsicologia Clínica Aplicada pelo Instituto de Neuropsicologia Aplicada – INAP, Psicóloga Clínica (Terapeuta Cognitivo Comportamental)

Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing e comunicação e, além do Mãe do Ano, é responsável pelo Roteiro Baby JP, que divulga a programação infantil de João Pessoa, é presidente da Associação das Mulheres empreendedoras da Paraíba, tem uma banda de músicas infantis – a Catavento Colorido – e desenvolve atividades para crianças através da Colmeia Projetos Criativos.

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