Nessa fase da vida a criança já deve estar participando do cardápio familiar, fazendo as refeições com devido horário, sempre que possível à mesa com a família. Isso propicia uma educação alimentar saudável, além de promover um importante contato familiar.
As refeições devem ser feitas em horários regulares, sem rigidez, porém com disciplina. Isso facilita organização doméstica, adequação social, manutenção do apetite e melhora saúde dentária. Evita-se a oferta de guloseimas nos intervalos ou próximos às refeições.
Jamais se deve forçar alimentação nem usar meios como ameaça ou chantagem para que ela aceite a dieta. Essas atitudes podem trazer no futuro, problemas não só de ordem alimentar, como também de relacionamento, psicológico e social.
As necessidades quantitativas de nutrientes de um pré-escolar e escolar são proporcionalmente menores que as do lactente e adolescentes. Como conseqüência é incomum haver queda do apetite para crianças dessa faixa etária.
Esse é um fator de preocupação freqüente dos pais, quando na realidade é uma ocorrência normal nas crianças.
O sono adequado também interfere na alimentação da criança. Ela deveter um horário definido de sono noturno.A falta de disciplina no horário de sono noturno pode fazer com a criança se acorde tarde, desestruturando os horários de refeições, além de que ingestão de alimentos no horário de sono noturno pode levar a distúrbios nutricionais.

ALIMENTAÇÃO
Aécio comendo feijão

O leite, por seu conteúdo protéico e sua riqueza em cálcio é fundamental na alimentação infantil. Pode ser oferecido puro, ou com chocolate, café, sob a forma de pudim, arroz-doce, ou até substituídos por queijo, mingau, iogurte, coalhada.
A ingestão de hortaliças e frutas é indispensável para atender necessidades de vitaminas e minerais, bem como melhor funcionamento do intestino. As hortaliças podem ser servidas cruas, batidas no liquidificador, sob forma de salada, purê, refogados, sopas, etc. As frutas podem ser oferecidas ao lanche, em sobremesa e na merenda escolar.
A carne é importante fonte de ferro e proteínas animais e pode ser servida sob as mais variadas formas: Bife, moída, bolinho, quibe, pastel, etc.
Alimentos industrializados devem ser restritos, sendo sucos naturais preferíveis aos artificiais. Refrigerantes e bebidas gaseificadas restritas apenas a situações especiais(aniversários, domingos, feriados), e se a criança solicitar.

Os pais nunca devem oferecer. Essas bebidas distendem o estômago levando à sensação de saciedade e, portanto prejudicam a alimentação normal.
Guloseimas devem ser sempre evitadas, podendo ser oferecidas após almoço como sobremesa, porém nem sempre e em pouca quantidade. Dá-se preferência as frutas.

Entre 03 e 04 anos a criança ingere porções pequenas, demonstra preferências nítidas e recusa alimentos que não gosta. Deve-se respeitar a aceitação da criança, porém sem esquecer da disciplina alimentar.

Entre 05 e 07 anos a criança tende a recusar um maior número de alimentos preferindo aqueles mais simples.
Aos 06 e 07 anos o escolar passa a aceitar novas preparações alimentares.
Aos 08 anos tende a ter apetite maior e aos 09 anos já se interessa mais por comida e pelo seu preparo, que deve ser incentivado.

Artigo escrito por Gilvan da Cruz Barbosa Araujo, pediatra que cuida do meu filho

Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing e comunicação e, além do Mãe do Ano, é responsável pelo Roteiro Baby JP, que divulga a programação infantil de João Pessoa, é presidente da Associação das Mulheres empreendedoras da Paraíba, tem uma banda de músicas infantis - a Catavento Colorido - e desenvolve atividades para crianças através da Colmeia Projetos Criativos.

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